Os dez anos do
Canal Ciência, portal do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) foram comemorados em encontro nesta quarta-feira (3) que teve a participação de professores e de 200 estudantes no Espaço Cultural da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em Brasília. O Ibict é uma unidade de pesquisa do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
O encontro prossegue nesta quinta-feira (4), com uma programação voltada a profissionais de educação e de informação e comunicação, além de estudantes de graduação de diversas áreas
Ao participar da mesa de abertura do evento, o diretor de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ildeu Moreira destacou a importância do Canal Ciência como instrumento de divulgação científica. “A população em geral (jovens, crianças e professores) pode encontrar lá uma série de informações muito importante e atualizada”, disse Moreira. O diretor do MCTI comentou, também, que “ao longo do tempo, o trabalho tem sido ampliado, melhorado e aperfeiçoado. Hoje, ele está presente nas redes sociais e atinge de maneira mais ampla os setores da sociedade”.
A coordenadora do Canal Ciência, Lena Pinheiro, ressaltou a inserção do canal no Twitter e no Facebook, que conta com mais de 3 mil seguidores. “O portal de divulgação científica do Ibict já nasceu nesse mundo novo da internet, com a ideia de promover uma transposição da linguagem, uma simplificação para tornar os conhecimentos mais inteligíveis para os leigos”, afirmou.
Na avaliação da coordenadora geral de Pesquisa e Desenvolvimento de Novos Produtos do Ibict, Cecília Oliveira, o Canal Ciência marca uma mudança na história da unidade de pesquisa. “A instituição existe desde 1954 e era tradicionalmente voltada aos seus parceiros cientistas e acadêmicos. A partir do momento em que ela se abre a todos os segmentos da sociedade, começa a estimular a formação de pesquisadores desde o ensino fundamental”, acrescentou.
Aluna de ensino médio no Centro Educacional Maria Auxiliadora (Cema), em Brasília, Ingrid Gomes atribui ao portal sua mudança de planos para o futuro. “Queria ser médica, pediatra, mas o Canal Ciência me chamou atenção para as carreiras de engenheira naval e aeronáutica”, contou. “Achei muito mais fácil entender aquilo que o site passava do que o que eu lia nos livros.”
Nova identidade visual
Uma década após ser criada, o sítio também mudou sua identidade visual. “Pensamos numa marca compatível com a internet, universal, ilimitada e acessada em todos os lugares. A forma do infinito dá a ideia de circulação da informação”, explicou a gerente-executiva do Canal Ciência, Márcia Rocha.
“A comunicação científica chega para nós, educadores, e então se consolida, se transforma numa linguagem aberta ao público leigo. Por isso, o símbolo do infinito não se fecha, mas fica aberto e circula para a sociedade”, completou Márcia.
O próprio nome do portal ganhou um espaço entre as duas palavras. De acordo com a gerente-executiva do Canal Ciência, a grafia anterior, CanalCiência, causava desconforto na equipe. “A gente se preocupou em não induzir o jovem ao erro”, justificou.
Em uma mesa-colóquio sobre produtos e serviços para a popularização da ciência, o coordenador do programa AEB Escola – da Agência Espacial Brasileira – Eduardo Quintanilha, abordou a necessidade de identificar talentos desde cedo, para acompanhá-los até o ensino superior e a fixação no mercado profissional. “Sem o apoio do Canal Ciência, seria muito mais difícil conseguir essa penetração na escola, entre alunos e professores”, avaliou.
Também participaram da exposição, representantes do grupo de ensino de física da Universidade de Brasília (UnB); da revista Ciência Hoje das Crianças e do portal Ciência na Web, da Embrapa. Em seguida, os estudantes puderam conhecer um planetário inflável, vivenciar experiências científicas e conhecer macetes sobre origami e cubo mágico.
Texto: Ascom do MCTI