Como administrar eventos, marcas e equipamentos esportivos, levando em conta a proteção da propriedade intelectual e os direitos de imagem. Essa é uma das questões centrais do Seminário Internacional de Propriedade Intelectual e Esporte (PI & Esportes), aberto nesta quarta-feira (12).
Com patrocínio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI), o evento – realizado no no Rio Hotel Palace, Rio de Janeiro, pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI/MDIC) e Rede de Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro (Redetec), – reúne especialistas brasileiros e estrangeiros, com encerramento hoje (13).
Na quarta (12), o seminário foi aberto oficialmente pelo diretor-geral da OMPI, Francis Gurry, acompanhado do presidente do INPI, Jorge Avila, da secretária estadual de Esporte e Lazer do RJ, Márcia Lins, e do secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes. O superintendente da Área de Tecnologia para o Desenvolvimento Social da Finep, Maurício França, representou o presidente da Financiadora, Glauco Arbix.
“Discutir propriedade intelectual na indústria esportiva é uma maneira de trazer o assunto à tona como uma ferramenta rica em valor econômico e qualidade de vida, especialmente com a proximidade da Copa e das Olímpiadas no Brasil”, disse Jorge Ávila em sua palestra.
Para Francis Gurry, “o esporte, além de alimentar a imaginação, fomentar a imagem de esperança e coragem, é uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento social”. De fato, os números da economia esportiva são impressionantes.
De acordo com a OMPI, o faturamento global da indústria do esporte está previsto para chegar a US$ 133 bilhões em 2013 (mais de R$ 260 bilhões). Já o volume global de negócios de artigos esportivos (roupas, equipamentos e calçados) é estimado em cerca de US$ 300 bilhões ao ano (mais de R$ 600 bilhões).
Segundo o estudo Brasil Sustentável – Impactos Socioeconômicos da Copa do Mundo 2014, produzido pela Ernst & Young Terco, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, só a Copa do Mundo de 2014 deverá injetar R$ 112 bilhões na economia nacional.
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Texto: Ascom da Finep