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Observatório Nacional promove palestra sobre supercordas
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Berkovits estuda supercordas Foto: Site da Unesp
23/08/2012 - 15:22
Um dos principais pesquisadores sobre a teoria das supercordas da atualidade, o físico norte-americano Nathan Jaco Berkovits, do Instituto de Física Teórica da Universidade Estadual Paulista (Unesp) promove, nesta quinta-feira (23) às 15h30, palestra no Observatório Nacional (ON/MCTI), no Rio sobre o tema “Por que estudar as supercordas?”.

Primeira teoria consistente com os dois pilares da Física Moderna: a Mecânica Quântica e a Relatividade Geral, a palestra de Berkovits tem por objetivo motivar o interesse pelo estudo das supercordas, além de contribuir para a construção de uma teoria consistente de gravitação quântica, a aplicação das supercordas para o entendimento de sistemas fortemente acoplados e a busca por uma teoria que unifique as quatro forças da natureza.

Segundo o físico da Unesp, as supercordas não são objetos “pontuais”, como se considera no Modelo Padrão, mas sim estruturas unidimensionais, chamadas “cordas”. O “super” de “supercordas” vem de um aspecto matemático da teoria chamado “supesimetria”. Na teoria, todas as partículas conhecidas – elétrons, quarks, neutrinos – são a mesma corda, vibrando de diferentes modos. Os modos de vibração da corda definem se ela é um elétron, um fóton, um gráviton, etc.

Redução

A teoria, portanto, reduz drasticamente o número de entidades elementares constituintes da matéria: enquanto no modelo padrão há dezenas delas (elétrons, neutrinos, quarks, fótons, grávitons, etc.), na teoria das supercordas todas podem ser consideradas diferentes manifestações de um único tipo de corda.

Uma das previsões da teoria é a existência de toda uma classe de novas partículas elementares, ainda não descobertas, chamadas partículas supersimétricas. A cada partícula conhecida corresponde um par simersimétrico: ao elétron, o “selétron”, ao fóton, o “fotino”, etc. Avalia-se que as massas dessas partículas, entretanto, são grandes demais para a produção dos aceleradores de partículas atualmente em operação (quanto maior a massa de uma partícula, mais difícil de ela ser produzida nos aceleradores). Gerações futuras de aceleradores poderão confirmar ou refutar essa previsão.

Outra característica marcante da teoria é a existência de 9 ou 10 dimensões para o espaço, além das três já conhecidas. Supõe-se que as 6 ou 7 dimensões adicionais encontrem-se “enroladas”, de forma a reduzi-las, no nível observacional, a três – de forma análoga a um papel bidimensional tão bem enrolado que torna-se semelhante a uma linha unidimensional. Por isso, o mundo nos pareceria com apenas três dimensões de espaço. 

                                                                                                  Texto: Ascom do MCTI, com informações do site Gluon
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