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RRC atua para garantir alimento seguro ao consumidor
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Conselho Científico da RRC se reuniu para avaliar resultados Foto: Giba
17/08/2012 - 12:15
Garantir alimento seguro ao consumidor brasileiro e apoiar o setor produtivo com medidas que evitem barreiras alfandegárias às exportações brasileiras. Esses objetivos norteiam a atuação, desde que foi criada, em 2008, da Rede de Resíduos e Contaminantes (RRC) pelos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Nesse período, foram investidos na rede R$ 23 milhões, segundo balanço das atividades da RRC, apresentado em reunião do Conselho Científico da RRC, nesta quarta-feira (15), em Brasília.

Para cumprir essa missão na RRC, o governo convidou 13 laboratórios e instituições especializados, com apoio financeiro para efetuar o controle da qualidade dos alimentos – voltados ao consumo interno e à exportação –  por meio da identificação da presença de resíduos e contaminantes com potencial tóxico para o homem.

Entre os avanços obtidos, a coordenadora do Laboratório de Bioquímica de Alimentos da Universidade Federal de Minas Gerais (LBqA/UFMG), Maria Beatriz Glória, ressaltou o impacto do trabalho realizado para viabilizar a exportação do pescado brasileiro, em especial de atuns e afins, diante do embargo da União Europeia, em 2006.

Maria Beatriz revela que havia uma barreira em relação à preocupação com a possível contaminação histamínica (substância capaz de causar efeitos adversos à saúde, como intoxicações), resultado de processos inadequados de captura e armazenamento do produto.

“Nesse caso, nós tivemos a condição de analisar amostras e comprovar a excelente qualidade dos atuns e afins produzidos no Brasil e, com isso, foi aberta a barreira e a exportação voltou ao normal”, informa a especialista em alimentação.

O trabalho resultou, ainda, na confecção de cartilhas de orientação para os trabalhadores na área de pescado, distribuída em todo o país, por meio de nova parceria com o Ministério de Pesca e Aquicultura. Agora, o LBqA planeja ampliar o campo de trabalho. “Vamos agora trabalhar com resíduos de medicamentos veterinários nos pescados e também em outras matrizes de interesse como leite, pescado, mel, ovos”.

Análise

Outra iniciativa de sucesso foi a análise da qualidade da fruta brasileira exportada à Europa, com o objetivo de identificar práticas inadequadas no transporte do produto. A unidade de Agrotóxicos, Contaminantes e de Produtos Alcoólicos, do Laboratório de Análises de Agrotóxicos, Contaminantes e Produtos Alcoólicos (LabTox) do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (ITEP), de Pernambuco, concentrou os esforços no acompanhamento da uva produzida no Vale do São Francisco.

O ITEP montou um escritório na região e outra estrutura em Roterdã (Holanda), principal porto de chegada das frutas brasileiras na Europa. No Brasil, estreitou-se a comunicação com os produtores para identificar os principais gargalos e demandas.

Segundo a gerente e farmacêutica Adélia Araújo, existia a desconfiança do produtor em relação ao estado da fruta ao final do transporte. Um manual foi produzido, com fotos e informações, passo a passo, sobre o que acontece com a fruta brasileira até a sua chegada ao porto europeu, em que bolsistas passaram a fazer toda a inspeção até a fase de comercialização.

“Assim como, em 2010, houve uma melhora grande daquilo que foi evidenciado na safra 2009. Nós esperamos evitar em 2012 os problemas registrados na safra de 2011 como, por exemplo, embalagens inadequadas e pallet com capacidade não recomendada”, salienta Araújo.

Para a diretora da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI (SEPED), Mercedes Bustamante, a estruturação da rede permitiu equipar os laboratórios num patamar de qualidade para serem aceitos internacionalmente.

Passada a primeira fase de instrumentação, segundo Bustamante, a ideia é agora dar condições para a continuidade dos trabalhos, por meio da formação de recursos humanos, da associação com outras entidades estaduais e da articulação de novas parcerias, na intenção de expandir o número de produtos e compostos analisados pelos diferentes laboratórios. “Ampliar essa capacidade de prestar esses serviços que são tão importantes para a sociedade”.

                                                                                                              Texto: Denise Coelho – Ascom do MCTI
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Conselho da RRC se reuniu nesta quarta-feira (15) Foto: Giba
Conselho da RRC se reuniu nesta quarta-feira (15) Foto: Giba
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