O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped/MCTI), Carlos Nobre, proferiu palestra sobre o tema "mudanças climáticas e desastres naturais", durante o curso “Inteligência em Defesa Civil”, realizado no quartel do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (16). Nobre aproveitou a oportunidade para destacar a atuação do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden),
Ao participar do evento - do qual participaram cerca de 60 pessoas, entre representantes da área de defesa civil, de secretarias municipais e estaduais fluminenses, assim como membros do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) - o secretário do MCTI afirmou que o Cemaden, além de prever a ocorrência de desastres naturais em áreas de risco em todo o país, também identifica vulnerabilidades no uso e ocupação do solo, auxiliando no processo de prevenção. O Cemaden também envia alertas para áreas de risco.
“O Cemaden tem como intenção tornar o trabalho dos profissionais envolvidos na Defesa Civil o mais focado e efetivo possível, para que sejam realizadas ações antecipadas de prevenção e redução de danos”, comentou Nobre.
Desde que entrou em operação, em dezembro passado, o Cemaden - localizado em Cachoeira Paulista (SP) - opera 24 horas por dia, sete dias da semana. Aproximadamente 100 pessoas atuam hoje na avaliação de cenários de risco, monitoramento de 154 municípios. As ações do centro são desenvolvidas em parceria com o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres, do Ministério da Integração (Cenad/MI).
Ao fazer uma avaliação sobre as causas das alterações climáticas registradas no Brasil e no resto do mundo, o secretário apresentou dados sobre as características ambientais do país, além de citar casos recentes de desastres naturais, como os ocorridos na região serrana do Rio e em Florianópolis (SC).
Nobre também discorreu sobre as ações que ajudam a minimizar danos consequentes dos fenômenos naturais, como a ocupação ordenada dos espaços urbanos, as intervenções estruturais em áreas de risco, o planejamento de bacias hidrográficas de forma integrada e a implementação de sistema de alertas.
Texto: Ascom do MCTI