Exemplo bem sucedido de uso sustentável dos recursos naturais com preservação ambiental, a Reserva Mamirauá conseguiu reverter a ameaça de extinção do maior peixe amazônico, o pirarucu. Em dez anos de manejo ambiental, a quantidade dessa espécie cresceu 425%, garantindo a sobrevivência das comunidades locais.
A ideia de criar uma unidade de preservação, que resultou na criação do Instituto Mamirauá, começou a tomar forma no início dos anos 80, quando o biólogo e primatólogo José Márcio Ayres lutou para evitar a extinção do macaco Uacari. “Ele entendia que as pessoas que viviam no lugar deveriam tomar conta dele também”, conta a socióloga Melissa Peralta Bezerra.
Segundo ela, o Instituto Mamirauá tem como principal característica produzir conhecimento científico por meio de uma relação de colaboração com esses saberes tradicionais e práticas dos pescadores, agricultores e caçadores da região. A conscientização ambiental dos habitantes é reforçada por meio de processos contínuos de educação ambiental e de educação para a saúde.
Assista também a participação do instituto na Rio+20.
Texto: Ascom do MCTI