O ministro durante a aula magna. Foto: Bruno de Lima, para o MCTI
20/04/2012 - 19:09
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, deu hoje aula magna sobre “Ciência e Inovação para o desenvolvimento do Brasil” na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), com a participação de reitores e do secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso.
Na palestra em clima descontraído, com auditório do Data Centro repleto, ele classificou como objetivo levar tecnologia de qualidade para a indústria e para a sociedade, e destacou a necessidade de formar pessoal e de equilibrar os investimentos públicos e privados.
Explanou, usando gráficos, a evolução percentual do Projeto Interno Bruto (PIB) aplicado em pesquisa e desenvolvimento (P&D), no Brasil e no exterior, e comparou a relação entre os investimentos dos governos e os das empresas. E ressaltou o desafio de criar modelos de interação entre o sistema produtivo de conhecimento industrial, como meio de estimular a inovação.
Raupp apresentou o Mapa Estratégico da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti) 2012-2015, como eixo estruturante para o desenvolvimento sustentável do país. Acrescentou que isso deve se dar sempre com base na capacitação e na gradativa ampliação dos recursos humanos, em esforço conjugado, de implementação e verba, do MCTI e do Ministério da Educação (MEC). “Com esse tipo de programa será possível cada vez mais promover inovação realizar os projetos mobilizadores de que carecemos”.
Metas
Entre as macrometas para 2014, o ministro salientou que pretende elevar o dispêndio em CT&I e aumentar o dispêndio das empresas, equilibrando a conta em comparação com o gasto estatal. Novamente, falou sobre a necessidade da evolução tecnológica de forma sustentável, com desenvolvimento de energia limpa.
Marco Antonio Raupp também abordou as políticas do MCTI na área espacial e ratificou o compromisso de lançar o foguete CBers-3 ainda em 2012.
Na palestra, o ministro lembrou, ainda, de seu passado como professor da PUC. “Esta casa tem enorme importância na minha história, me acolheu e me fez crescer”, relatou. “No ano de 1965, quando por questões políticas deixei a Universidade de Brasília e tive de voltar ao Rio Grande do Sul, fui convidado a retomar minha carreira científica na PUC. E foi a PUC também, que dois anos depois completou minha bolsa de estudos, o que foi fundamental para minha ida para Chicago.”