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Mercadante defende cooperação internacional para segurança nuclear
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A reunião de alto nível da ONU. Crédito: UN Photo/JC McIlwaine.
22/09/2011 - 20:10
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, defendeu a cooperação internacional como o caminho para o aprimoramento da segurança nuclear. Ele presidiu mesa, com o chanceler japonês, Koichiro Genba, no segmento ministerial da reunião de alto nível sobre o tema na 66ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

“É imperioso promover a cooperação internacional e a coordenação de esforços internacionais para fortalecer a segurança nuclear global, fornecer conhecimentos especializados e aconselhamento na promoção de uma rigorosa cultura de segurança nuclear em todo o mundo”, sintetizou o ministro, que integra a comitiva da presidenta Dilma Rousseff. Ela participou da abertura da reunião de alto nível, reservada a chefes de Estado e comandada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon (confira o discurso do secretário).

Mercadante afirmou que o acidente em Fukushima, no Japão, em março, alertou para a necessidade de aprimoramento dos padrões de segurança das usinas nucleares. “O Brasil sempre favoreceu o fortalecimento do Sistema Internacional de Segurança Nuclear e sempre desenvolveu e defendeu uma cultura de segurança na área”, ressaltou.

Sem tal cultura, disse, dificilmente se consolidará um ambiente favorável às aplicações pacíficas dessa tecnologia, que a seu ver devem ser garantidas. Ele ponderou que o futuro da modalidade nuclear na matriz energética mundial depende também, diretamente, do equacionamento satisfatório da destinação dos rejeitos.

O ministro afirmou que o Brasil tem uma das mais limpas matrizes energéticas e que a fonte nuclear responde por apenas 2% dela e responde a rigorosos padrões. “Nosso país saudou as recomendações da Conferência Ministerial sobre Segurança Nuclear, realizada em Viena, em junho”, comentou, listando também as medidas determinadas pela presidenta Dilma logo após o vazamento de Fukushima.

Aloizio Mercadante falou também sobre o papel da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) na definição das diretrizes para o setor e dos países em sua aplicação. Reiterou, ainda, a solidariedade do povo brasileiro aos japoneses em função do acidente de março. Ele afirmou que os dois países têm vínculos históricos.
Ouça o discurso do ministro. 

A participação da presidenta

Na sessão dos chefes de Estado, Dilma Rousseff defendeu a necessidade de reforma do Conselho de Segurança da ONU para que as armas nucleares sejam erradicadas. Ela pediu a definição de um horizonte para esse processo.

Dilma disse que o trabalho da Agência Internacional de Energia Atômica é decisivo e que os países precisam se reportar ao organismo com transparência.

Para a presidenta, a América Latina serve de exemplo de uso de material nuclear para fins pacíficos: “Somos uma das maiores áreas do mundo livres de armas nucleares e, portanto, modelo para a paz e a segurança mundial”.

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