O Curso Internacional de Campo sobre Polinização, organizado pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Amazônia Oriental), ocorre há há 21 anos e desde 2003 ele é sediado em municípios brasileiros. Este ano, é a vez da região amazônica sediá-lo, entre os dias 10 e 24 de setembro, na Estação Científica Ferreira Penna do MPEG, na Floresta Nacional de Caxiuanã, localizada nos municípios marajoaras de Melgaço e Portel, no Pará. O evento é aberto a profissionais e estudantes de Pós-Graduação em Biologia e áreas afins e não exige conhecimento profundo sobre polinização.
O curso terá o apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq), projeto “Conservação e Manejo de Polinizadores para Agricultura Sustentável através de uma Abordagem Ecossistêmica”, da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), com apoio do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF) e do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), Programa de Pesquisa em Biodiversidade da Amazônia Oriental (PPBio Amazônia Oriental), International Union of Biological Sciences (IUBS), Canadian Pollination Initiative (NSERC-Canpolin) e agências brasileiras de fomento.
Polinização e biodiversidade
As plantas dependem da polinização para a sua reprodução, isto é, para formar frutos e sementes. Portanto, conhecer como este processo ocorre é uma forma de entender como manter a biodiversidade. Para isso, é necessário compreender a importância da diversidade dos agentes polinizadores e os fatores que interferem nas suas populações.
No curso, os participantes terão aulas teóricas, em formato bilíngüe português-inglês, sobre os princípios da polinização, interações entre plantas e animais e biologia da conservação, entendendo como conservar os serviços de polinização e como usá-los em práticas de agricultura sustentável. Após discussões em ecologia da polinização, baseadas em publicações clássicas e recentes, haverá atividades em laboratório e em campo. A partir dos dados coletados, os participantes produzirão mini-projetos que serão, posteriormente, reunidos em uma publicação.