O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast/MCT), promove a Jornada Pibic nestas quarta e quinta-feira (3 e 4). O evento acontece no Museu desde 1995 e tem o objetivo de expor as pesquisas dos bolsistas vinculados ao programa no Museu. Além da apresentação de trabalhos, o encontro contará também com palestras, exibição de filme e observação do céu.
Nos dois dias de encontro, serão apresentados 24 trabalhos, 17% a mais do que no ano passado. Pedro Marinho, pesquisador da Coordenação de História da Ciência e coordenador do Pibic, acredita na Jornada como um importante momento, em que as novas ideias são expostas, contribuindo para o desenvolvimento científico do país.
“Sua natureza interdisciplinar encerra a capacidade de revigorar perspectivas teóricas e metodológicas de pesquisas já consolidadas. É uma grande oportunidade de divulgação de investigações em todas as suas fases de realização, permitindo aos alunos e aos seus orientadores observar os caminhos metodológicos seguidos e os ajustes necessários para o melhor desenvolvimento do processo investigativo”, conta Marinho.
Para este ano, o coordenador tem como objetivo informatizar o processo de acompanhamento e avaliação do Pibic/Mast, além de ampliar o número de bolsas oferecidas ao Museu, participando de outras modalidades de editais, como o de Bolsas de Iniciação Científica nas Ações Afirmativas.
Programação
Na quarta-feira (3), às 9 horas, Maria Margaret Lopes, diretora do MAST, dá as boas vindas aos alunos e pesquisadores que participam da Jornada, que acontece até as 17 horas. Quinta-feira (4), às 9h, é a vez de Ricardo Cardoso, pro-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), falar sobre os desafios da iniciação científica.
O segundo dia terá ainda a exibição do filme “Troca de Ideias”, uma produção independente e colaborativa, entre o Pibic/Mast, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Instituto Butantã, para falar sobre os índios Ticuna, que habitam a região amazônica na fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. A sessão começa às 16h e tem duração de 10 minutos.
Após o filme, se o tempo estiver bom, todos poderão observar o céu, em um telescópio centenário, ver Saturno, o Aglomerado das Borboletas e a Lua, até as 20 horas.
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