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15/07/2011 - 09:30
Desde que passou a atuar como cogestor das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, o Instituto Mamirauá (ISDM/MCT) passou a criar e consolidar estruturas para apoiar as pesquisas desenvolvidas nas áreas distantes das regiões urbanas. Diante deste cenário, as casas flutuantes foram adotadas como forma de abrigar pesquisadores e colaboradores nas terras mais remotas da Amazônia. Uma delas pode ser conhecida por meio de maquete especialmente criada para a 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que se encerra nesta quinta-feira (15), em Goiânia (GO).
O Flutuante Amanã tem área construída de 250m², com capacidade para abrigar 20 pessoas. São três quartos, uma cozinha, uma despensa, uma sala de estudos, dois banheiros e um depósito externo para combustível.
De acordo com o coordenador do Núcleo e Inovação, Desenvolvimento e Adaptação de Tecnologias Sustentáveis (Nidats), Josivaldo Modesto, a implementação de bases de apoio flutuantes com tecnologias sustentáveis é um importante recurso para driblar as dificuldades naturais, próprias das regiões alagadas. Visitante da ExpoT&C, o advogado paraense Neilton Gomes Carneiro elogiou o que viu. Segundo ele, a casa flutuante é um dos exemplos de como a ciência, especialmente a arquitetura e a engenharia, pode contribuir para o mundo conservar o meio ambiente.
Entre as tecnologias sustentáveis empregadas na estrutura do Flutuante Amanã estão:
- Aproveitamento de água da chuva: o sistema tem capacidade para coletar e armazenar 3.500 litros, funcionando simultaneamente com o sistema de coleta de água do rio. Um sistema complementar ajuda a limpar os dois tipos de água coletados.
- Energia renovável: o flutuante está equipado com um sistema de aquecimento de energia solar com capacidade para suprir seu gasto energético também nos dias nublados e à noite. Lâmpadas, computadores e freezeres funcionam com a energia solar.
- Telhas de pet reciclado: telhas leves e resistentes são produzidas por uma empresa sediada em Manaus que recolhe as garrafas pet.
- Madeira certificada: toda a madeira usada possui um Documento de Origem Florestal (DOF), expedido pelo Ministério do Meio Ambiente. O DOF assegura que todas as normas ambientais foram cumpridas. A madeira foi tratada com uma tinta-verniz especial, que, além de deixá-la na sua cor natural, tornou-a hidrorrepelente e protegida contra a radiação ultravioleta do sol, aumentando o tempo de vida útil e reduzindo custos de manutenção.
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