Crédito: Renato Araújo/ABr - Aloizio Mercadante, recebe representantes das empresas de alta tecnologia, Alcatel-Lucent, Apple, Advanced Micro Devices (AMD), CA Technologies, Cisco, IBM, NRC, Qualcomm e Research in Motion
O Ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, recebeu hoje (13), em Brasília, a diretora de Política Global do Information Technology Industry Council (ITI), Maria Medrano, e representantes de empresas ligadas à indústria de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) nos Estados Unidos. No encontro, foram apresentadas as iniciativas do governo e as perspectivas para incentivar o desenvolvimento tecnológico e a inovação no setor de semicondutores no Brasil.
Participaram do encontro, representantes de nove empresas de TICs (Alcatel-Lucent, AMD, Apple, CISCO, IBM, QUALCOMM, Motorola, NCR e RIM) e secretários do MCT, de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Ronaldo Mota, de Política de Informática, Virgílio Almeida, e de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, (SEPED), Carlos Nobre; ainda o diretor de Cooperação Institucional do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), Manoel Barral Netto, entre outros representantes do próprio ministério.
Mercadante falou dos avanços na economia brasileira e das diretrizes e desafios a serem enfrentados para o Brasil se consolidar como a sétima economia do mundo, entre eles, superar o déficit de US$ 19 bilhões na balança comercial na área de tecnologia da informação e atender a crescente demanda interna por tecnologia.
As empresas foram convidadas a atuar como parceiras, tendo em vista a estimativa de venda da ordem de 15 milhões de computadores, a forte expansão do mercado de televisores e de celulares e a proximidade de eventos como a Copa do Mundo e Olimpíadas.
“É um mercado estratégico, muito importante para o Brasil. Queremos usar o instrumento mais forte que temos que é o nosso mercado interno para estimular mais investimento, mais conteúdo local e mais P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). Vamos desenvolver todos os esforços possíveis para trazer para o Brasil a indústria de semicondutores”, disse Mercadante, citando a política de incentivo fiscal já existente e a em articulação para impulsionar o setor.
O ministro citou ainda ações para educação e formação, de inclusão digital nas escolas públicas e de concessão de 75 mil bolsas de estudos para estudantes brasileiros, nas melhores instituições de ensino no mundo, tendo como expectativa estimular setores estratégicos como o da tecnologia da informação.
O Secretário Ronaldo Mota detalhou a legislação vigente, como a Lei de Informática e a Lei do Bem como opções para se obter a isenção fiscal, além dos novos movimentos para dar tratamento diferenciado às empresas que investirem no Brasil. “Estamos vivendo uma mudança na política em curso que tem como eixo estrutural a inovação”, frisou.
A necessidade de novas tecnologias para desenvolver programas voltados para a economia do conhecimento dos ecossistemas naturais e da biodiversidade brasileira, foi enfatizada pelo Secretário Carlos Nobre e pelo diretor do Departamento de Políticas e Programas Temáticos, Carlos Joly.
O Secretário Virgílio Almeida informou sobre o lançamento, no prazo de dois meses, de um documento com a orientação do governo para desenvolver a chamada computação em nuvem, por meio de fomento e de incentivos.”Queremos criar tecnologia no País. Combinar o que já existe lá fora e ver o que pode ser criado no Brasil”, destacou.