A Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) deverá apresentar, em agosto, um plano de remodelação dos Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) do país. A informação foi dada no dia 31, em Belo Horizonte (MG), pelo titular da pasta, Marco Antonio Oliveira, durante a reunião do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti).
Na ocasião, Oliveira falou sobre a proposta de um Plano de Ampliação e Modernização dos CVTs, que está sendo desenhado pela Secis. A secretaria convidou os representantes do Consecti para fazerem parte da iniciativa.
O secretário de C&T para Inclusão Social lembrou que os CVTs vêm sendo implantados há algum tempo, mas que têm, ao longo de sua trajetória, apresentado alguns problemas de implementação. “Nós queríamos discutir isso com vocês na tentativa de estabelecer um outro tipo de participação dos secretários estaduais de CT&I sobre essa ideia que temos em mente”, afirmou Oliveira.
De acordo com ele, a proposta de reestruturação dos centros já foi apresentada aos presidentes do Consecti, Odenildo Sena, e do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Mario Neto Borges. “Na ocasião, fiz questão de dizer que é uma proposta, que está em aberto”, destacou.
A ideia é que o planejamento seja construído em parceria. O titular da Secis divulgou algumas constatações sobre os CVTs que a secretaria identificou no início da sua gestão. “Queremos ouvir dos senhores as críticas, as sugestões, as ideias que porventura possamos incorporar nessa proposta de reestruturação, de tal maneira que ela reflita não apenas as preocupações da Secis, mas dos secretários de Estado de CT&I que, de uma maneira ou de outra, lidam com os CVTs”, ressaltou.
Concepção
De acordo com Oliveira, os CVTs foram concebidos com quatro objetivos básicos: a estruturação de uma rede nacional de difusão e popularização da C&T; a promoção da inclusão social por meio do acesso à ciência e tecnologia, com ênfase no desenvolvimento local; a criação de espaços de difusão de C&T de caráter comunitário; e para o desenvolvimento de atividades de educação profissional.
Ele afirmou que a experiência de implantação dos centros tem mostrado uma série de problemas comuns a todos os Estados. Entre eles, a proliferação de iniciativas sem parâmetros técnicos e pedagógicos uniformes. “Ou seja, em cada CVT, em cada localidade, o centro é um mundo à parte. Não há uniformidade, sobretudo sob o ponto de vista do projeto político pedagógico”, destacou.
A ideia da Secis é fazer um levantamento, que está em curso, usando as informações sobre Arranjos Produtivos Locais, perfil sócio-econômico dos municípios, escolas técnicas e redes de institutos já existentes. “A partir desses dados, vamos identificar os municípios sede que receberiam novos CVTs, Estado por Estado, considerando o porte do município, vocação econômica, tipo de CVT da sua localidade para consolidar isso sob a forma do plano de ampliação, que será pactuado com cada unidade da Federação”, afirmou.
A sugestão é que a criação de cada centro seja discutida em parceria entre a Secis e as secretarias estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação. “Com isso, nós iríamos ao Congresso Nacional apresentar as emendas parlamentares com as prioridades definidas”, disse. Oliveira se dispôs a conversar com cada Estado para fechar a proposta do planejamento.