O ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Sergio Rezende, participou ontem (24), em Brasília, da cerimônia de encerramento da 1° Reunião de Avaliação dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs). O programa que hoje engloba 122 institutos espalhados por todo o País, desenvolve pesquisas nas áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) em temas como, por exemplo, ciências agrárias e agronegócio; energia; engenharia e tecnologia da informação; humanas e sociais aplicadas; ecologia e meio ambiente; nanotecnologia e saúde. Entre outros propósitos, o programa, criado há dois anos, tem o intuito de mobilizar e agregar, de forma articulada, os melhores grupos de pesquisa em áreas de fronteira da ciência e em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do país.
O encerramento do encontro foi precedido por uma visita aos estandes dos institutos. Rezende foi apresentado às diversas pesquisas em curso realizadas ao longo dos últimos anos. Para ele, o programa mostra em um curto espaço de tempo, o amadurecimento do sistema de C,T&I. “Nos últimos 10 anos, a ciência ganhou um impulso principalmente com os financiamentos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e dos Fundos Setoriais. Esses investimentos colocaram o Brasil em um patamar que não deixa risco de retrocesso. Mesmo com uma mudança de gestão, a ciência e a tecnologia estão protegidas. Por sua vez, os INCTs deram uma grande contribuição para o país”, enfatizou.
Sergio Rezende falou também do processo de transição que se inicia nos próximos dias. Ele garantiu que uma série de recomendações será repassada ao próximo governo para que todos os compromissos já firmados sejam mantidos. “No contrato firmado entre o Ministério da Ciência e Tecnologia e os institutos reza que o período de vigência é de três anos prorrogáveis por mais dois. Esse é um dos itens que constará nesse documento. Esperamos ainda que sejam lançados novos editais para a criação de mais INCTs. Uma seleção já está sendo feita para a criação de INCT de Ciências do Mar”, disse.
O ministro avaliou ainda as metas futuras para a ciência e a tecnologia. “Há alguns anos não podíamos pensar a longo prazo. A falta de consistência da C,T&I nos permitia apenas a resolver demandas mais urgentes. Entretanto, hoje considero que temos o dever de pensar grande, de termos metas ambiciosas. A fase de sobrevivência passou. Agora, devemos fazer planos e programas maiores. Hoje, podemos contar com o amadurecimento de nossos pesquisadores”, ressaltou.
CNPq
O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho, destacou o papel exercido pelos institutos. “Pela primeira vez o Brasil lançou um programa desta dimensão na área de C&T. Os Institutos têm chamado atenção no cenário internacional, pois englobam projetos altamente articulados com as demandas da sociedade, e extremamente compromissados em desenvolver estratégias para o desenvolvimento sustentável do País”, disse Aragão.
O presidente anunciou a criação dos dois novos institutos na área de Ciências do Mar e outros desafios a serem superados. “Já em 2011, dois novos Institutos serão criados na área de Ciência do Mar, mas temos ainda o desafio de estimular o dinamismo econômico e científico de maneira mais equilibrada regionalmente, e aumentar a interação da academia com o setor empresarial para incorporarmos de vez a Ciência e Tecnologia na produção do desenvolvimento nacional”, afirmou.
Abertura do Congresso Abipti
Na sequência, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, participou também da abertura do congresso “Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável: as soluções dos institutos de pesquisa”, promovido pela Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica (Abipti), em Brasília. Na ocasião, Rezende foi homenageado pela presidente da entidade, Isa Assef dos Santos, com uma menção honrosa de sócio benemérito. “O senhor fez renascer essa associação. E fez muito mais que isso, contribuiu de forma significativa para o desenvolvimento da ciência e tecnologia de nosso país”, declarou Isa Assef.
Sergio Rezende, por sua vez, agradeceu o reconhecimento e disse que todo o esforço a frente da pasta valeu a pena principalmente pelos agradecimentos que têm recebidos nos últimos meses. “Sonhava muito a contribui com nosso País. Hoje, na condição de ministro, acho que fui além até mesmo das minhas expectativas. Isso me deixa muito feliz. As áreas de ciência e tecnologia estão bem estruturadas com programas como os dos INCTs e também do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec). Precisamos avançar mais, principalmente na transferência da tecnologia para o setor produtivo. Mas tenho a convicção que os primeiros passos foram dados e, a partir de agora, haverá uma consolidação de tudo que já foi feito”, declarou.
Além do ministro, participaram da abertura do congresso, o secretário-executivo do MCT, Luiz Antonio Rodrigues Elias; do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec), Ronaldo Mota; e do presidente do Instituto Nacional do Semi-Árido, Roberto Germano Costa.