Crédito: Ricardo Lemos - Personagens criados com massa de modelar.
21/10/2010 - 17:24
A profissão é vista como uma das mais divertidas do mercado, mas quem ganha a vida desenvolvendo games garante que o caminho de criação é longo e cheio de obstáculos. Quem visita a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), em Brasília, conhece um pouco do trabalho de quem vive do setor de games.
O estande da escola Saga – escola de arte, game e animação – é um dos destaques do maior evento de divulgação científica da América Latina. A estimativa é que pelo menos 700 pessoas passem pelo estande diariamente. Foram montadas quatro salas com os videogames e jogos mais populares do momento. “Os jogos são para despertar a curiosidade sobre como é o processo de criação deles. O mercado de games precisa de profissionais qualificados”, disse o coordenador de Ensino da Saga, Daniel Brito.
Além das salas de jogos, a criação de personagens com massa de modelar profissional também atraem os visitantes. As “esculturas” fazem parte do processo de desenvolvimento de uma animação 3D. “Essa escultura é a segunda parte de uma técnica que começa com o desenho à mão e termina com a modelagem digital”, explicou Brito.
No estande os visitantes que se interessarem podem preencher uma ficha para participar de um treinamento gratuito oferecido pela Saga. O curso com duração de uma mês ensina os conceitos básicos de fotocomposição, tratamento de imagem, modelagem e animação 3D.
Mercado em expansão
Uma pesquisa da Associação Brasileira de Games (Abragames) mostrou que apenas 42 empresas no Brasil trabalham com o desenvolvimento de softwares e games. “O mercado de game a cada dia cresce mais por causa da demanda que surge. As empresas que hoje atuam nesse mercado reclamam com frequência da falta de profissionais qualificados. A tecnologia usada é complexa e exige dedicação de quem pretende dominá-la”, afirmou Brito. Segundo ele, a tendência é o mercado cresca cada vez mais.