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Brasil e EUA registram avanço na pesquisa de etanol lignocelulósico
15/10/2010 - 15:53
Visando aprofundar as análises de composição de biomassa lignocelulósica, o Laboratório Nacional de Energia Renovável (Nrel), ligado ao governo norte-americano, e os laboratórios brasileiros que desenvolvem pesquisas na área, como a Embrapa Agroenergia, Cenpes da Petrobras, Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE/MCT), Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen/MCT), Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCT) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) se reuniram em setembro, em Golden, no Colorado, nos Estados Unidos.

De acordo com a pesquisadora da Embrapa Agroenergia, Simone Mendonça, que fez parte da equipe, a visita estabeleceu uma rede para fazer testes utilizando o mesmo material, no caso o bagaço da cana-de-açúcar. “Eles querem aprofundar as análises com essa matéria-prima e outras de interesse brasileiro. A partir destes resultados, os métodos poderão ser ajustados e padronizados para que todos os participantes trabalhem de forma uniformizada para que estes e dados futuros possam ser comparados”, afirma Simone.

Os pesquisadores brasileiros que participaram, nos EUA, da primeira etapa do treinamento dessas análises, se reúnem novamente em fevereiro próximo, no Brasil, para analise de resultados e para a segunda etapa do treinamento, que terá foco em métodos rápidos de análise, como espectrometria de infravermelho próximo (Nirs).

No site do Nrel (www.nrel.gov) estão disponíveis os métodos e também as planilhas de cálculo que o instituto desenvolveu para auxiliar os usuários a expressar os resultados, garantindo precisão e clareza quanto aos dados gerados.

Os EUA estão investindo em pesquisas com energia renovável, que hoje representa 7% da sua matriz energética, utilizando como fonte principalmente a palha de milho, switchgrass (uma gramínea de crescimento rápido comum nas grandes planícies dos Estados Unidos), entre outros. No Brasil, essa matriz corresponde a cerca de 50%, sendo que 31,1% é oriunda da biomassa, como cana-de-açúcar e eucalypitus.
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