Pesquisadores de todo o País estiveram reunidos, na última semana de setembro, para debater um assunto que envolve indústrias, poder público e a população de maneira geral: a contaminação do meio ambiente causada pela ação humana e como ela pode ser evitada.
As propostas foram debatidas na cidade de Bombinhas (SC) no 11º Congresso Brasileiro de Ecotoxicologia, com a participação de pesquisadores do Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular (LEEM) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT).
No evento, foram apresentados trabalhos científicos na área de Ecotoxicologia. A pesquisadora do LEEM e membro do Centro e Estudo de Adaptações da Biota Aquática da Amazônia (projeto Adapta), Fabíola Xochilt Valdez, avaliou como positivo o evento, por integrar os cientistas com a sociedade e setores produtivos para um objetivo: evitar a contaminação do meio ambiente seja por resíduos de industriais, modificações no solo e até por falta de saneamento básico.
“A Sociedade Brasileira de Ecotoxicologia integra membros da academia, do governo e da indústria. Então, a sociedade visa promover uma discussão não apenas científica, mas promover também a difusão e colocar as descobertas científicas como uma forma de melhorar a qualidade de vida do povo”, disse.
Nova diretoria
No evento foi anunciada ainda a nova diretoria da Sociedade Brasileira de Ecotoxicologia. A pesquisadora do Inpa foi escolhida para vice-presidente da Instituição. A nova diretoria, presidida por Paulo Martins, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), toma posse em 1º de Janeiro de 2011. Segundo Fabíola Valdez, as pesquisas do Norte do País ganharão mais destaque. “A nossa participação dará maior visibilidade às pesquisas feitas na região e assim valorizar os pesquisadores da área que atuam aqui”, destacou.