O ensino da ciência sem mistérios. Popularizar o conhecimento científico e tecnológico, além de desmitificar a área, como algo voltado apenas pesquisadores renomados, são propostas que fazem parte de várias escolas de todo o País.
A filosofia de instituições publicas e particulares de buscar o empreendedorismo nos alunos, a iniciativa e a atitude pró-ativa, colocou o Brasil em terceiro lugar na Feira Internacional de Ciências e Engenharia, na Califórnia, nos Estados Unidos, em maio último. Alunos participantes de feiras de ciência de todo o País participam da 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Natal (RN).
A aluna da Escola Brasileira Israelita Chaim Nachman Bialik, em São Paulo (SP), Tamara Gedankien, por exemplo, buscou uma nova metodologia de ensino da matemática. Ela conseguiu provar por meio de seu experimento que o meio em que o indivíduo está inserido pode ser utilizado como facilitador do aprendizado da disciplina. Na categoria Ciência Sociais, Tamara ganhou o primeiro lugar na Feira Internacional. “Meu estudo levou em consideração os conhecimentos da cultura judaica. Portanto, apliquei questionários em duas turmas experimentais. Em umas delas, ministrei a matemática de forma convencional. Em outra, abordei o tema de uma forma subjetiva, em que trata em um primeiro plano a cultura dos estudantes”, explicou.
Além de ser premiada nos Estados Unidos, Gedankien foi premiada também na Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), organizada e executada pela Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha. Além de Tamara, outros alunos, empreendedores, logo cedo, mostraram que a ciência é algo que está ao alcance de todos.
A estudante do curso técnico de edificações do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), de Belo Horizonte (MG), Karoline Elis, desenvolveu um canal com garrafas PET para desinfecção microbiológica em estação de tratamento de água. “Praticamente, todo o material utilizado na construção da estação de tratamento é reciclado. A intenção do projeto é purificar a água e devolver à população livre de impurezas. A purificação é feita por meio da radiação a uma temperatura acima de 50º Celsius”, disse. Elis também foi premiada na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace).
Outro estudante reconhecido pelo trabalho desenvolvido é o aluno da Escola Técnica Estadual Getúlio Vargas, em São Paulo (SP), Carlos Henrique Leite da Silva, que dividiu os méritos do trabalhos com os colegas Amanda De La Rocque Rodrigues, e Paolo Damas Pulcini, ambos da mesma instituição. Juntos, eles desenvolveram um projeto para resolver dois problemas ao mesmo tempo: a reciclagem de isopor e a retirada de metais pesados da água. “O isopor é utilizado como matéria prima para fabricação de um purificador”, comentou.