O Pavilhão do Brasil na ExpoShangai, na China, sediou a semana passada o Fórum Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. O evento se concentrou nos avanços da CT&I no País e na importância da cooperação entre a China e o Brasil no domínio da ciência, da tecnologia e da inovação, desde a área espacial, satélites, nanotecnologia, incubadoras de tecnologia, entre outros temas.
A criação do Centro Brasil-China para Tecnologias Inovadoras, Mudanças Climáticas e Energia também foi anunciado no fórum. O centro, iniciado pelas universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e de Tsinghua, da China, sinaliza para que a cooperação entre as universidades das duas nações possa desenvolver soluções inovadoras para promover o desenvolvimento sustentável em ambos os países.
As iniciativas são orientadas no sentido de resolver os desafios atuais, como poluição, mudanças climáticas, energia limpa, eficiência energética e nuclear, entre outros. Para esta ação, o Brasil investirá inicialmente cerca de US$ 2 milhões nos próximos dois anos.
"No nível global, a ciência, tecnologia e inovação são elementos vitais para o desenvolvimento sustentável, crescimento econômico, empregos e qualidade de vida nas cidades. China e Brasil são dois dos países que mais crescem e, como potências emergentes, enfrentam desafios semelhantes no processo de desenvolvimento. Por isso, a diversificação dos canais de cooperação entre ambos é fundamental para se manterem competitivos e sustentarem o crescimento. A Finep gostaria de sublinhar a importância de explorar todas as vias possíveis de novas formas de cooperação em ciência, tecnologia e inovação com a China", afirmou o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), Luis Manuel Rebelo Fernandes.
O modelo de intercâmbio Brasil-China é responsável por diversos programas, como o de Satélites Cbers, que tem desenvolvido e operado satélites de observação da Terra desde 1988 e tem sido bem sucedido em fornecer uma base sólida para a colaboração bilateral.
Para o chefe do sistema de aplicação do Cbers-1 na China, Wu Meirong, "China e Brasil trabalham em estreita colaboração neste programa. Por meio deste intercâmbio e da cooperação internacional, os dois países fizeram progressos significativos em tecnologia e aplicações espaciais relevantes. O programa é um modelo de cooperação Sul-Sul em alta tecnologia”.
O Fórum também compartilhou os "pilares" por trás do rápido crescimento do Brasil em ciência, tecnologia e inovação. Como maior economia da América Latina e nona economia do mundo, o investimento em tecnologia tornou-se uma valiosa ferramenta para incentivar o crescimento. O plano do governo de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (Pacti) destinará, a partir de recursos federais, cerca de U$ 22 bilhões para investimentos até 2010.
Também participaram do Fórum o chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais (Assim) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), José Monserrat Filho, e o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCT), Carlos Ganem, entre outros dirigentes de instituições nacionais de pesquisa.