Projeto com propostas que visam dotar os acervos do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT), em Belém (PA), de um sistema de detecção, alarme e combate a incêndios para melhor acondicionar, dar proteção e preservar as coleções cientificas foi aprovado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT). “Esse é um passo significativo para melhorar a segurança nos acervos do Museu”, destaca o pesquisador do Goeldi, Orlando Tobias Silveira, também coordenador do projeto.
O projeto tem, portanto, o intutito de melhor preservar os acervos da instituição, que são uns dos mais relevantes do Paí. A proposta abrange quase todas as dependências do Campus de Pesquisa do Goeldi, como as coleções, reservas, laboratórios e salas de pesquisa, que terão sistemas automáticos e semiautomáticos de detecção de fumaça e calor, além de outros equipamentos mais específicos.
Segundo Tobias, já existia no Museu um projeto nesse sentido, mas ainda não tinha sido posto efetivamente em prática. ”Esse modelo de trabalho, de melhoria no acondicionamento dos acervos, já é feito há algum tempo, mas de forma espaçada”, lembra ele. “Mas é um processo longo, e ainda temos muito pela frente para se ter um grau de segurança compatível com a importância das nossas coleções”, completa.
Para continuar
As discussões sobre as propostas, que foram a origem desse projeto, se iniciaram em dezembro de 2009, e visavam mais especificamente o combate a incêndios. Por isso, Tobias ressalta que este é apenas um elemento do sistema de segurança, pois ainda faltam outros relacionados à organização e educação de pessoal para atendimento de situações de risco, ao melhor armazenemento e climatização dos acervos, além da proteção contra furtos, por exemplo.
O mesmo ocorre quanto aos prédios que não foram cobertos pelo projeto, que são do Serviço de Processamento de Dados (SPD) e o auditório Paulo Cavalcante. Esses prédios devem ser incluídos em projetos posteriores, mais específicos para os mesmos, já não são classificados como “espaços de acervos”, da forma que este projeto previa.
O próximo passo agora é fazer convênio entre o Goeldi, a Finep e a Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp) para que seja realizada licitação para implementar o projeto efetivamente e, de acordo com Tobias, espera-se que até o fim do ano as modificações já devam começar. “Essa foi uma oportunidade importante que soubemos aproveitar e que contribuirá para nos desenvolvermos ainda mais na área de segurança”, diz.
Acervo
Constam do acervo do Goeldi 20 coleções nas áreas de biologia, arqueologia, etnografia, linguística, paleontologia, minerais e rochas, além de grande acervo bibliográfico e arquivístico. As coleções científicas são importantes fontes de informação para os estudos da biodiversidade e das sociedades humanas da Amazônia.
Pesquisas realizadas no acervo contribuem com a conservação da biodiversidade e a preservação da cultura material de sociedades indígenas e comunidades tradicionais.