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Escola da Água ensina como preservar os recursos hídricos
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Divulgação/MCT - Alunos da Escola da Água.
14/06/2010 - 08:00

A má qualidade da água afeta o meio ambiente e o bem-estar humano. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que mais de 1,5 milhão de crianças morrem em todo o mundo, a cada ano, devido a doenças transmitidas pela água. Embora grande parte da população mundial tenha acesso à água potável, 2,5 bilhões de pessoas vivem sem saneamento adequado. E um dos principais responsáveis pela contaminação dos recursos hídricos é o próprio homem.

A necessidade de chamar a atenção de governantes e das comunidades sobre a poluição dos recursos hídricos fez a ONU adotar o tema “qualidade” para o Dia Mundial da Água deste ano, celebrado em 22 de março. A data foi instituída, em 1992, para ressaltar a importância da preservação desse recurso natural.

O objetivo do organismo foi demonstrar que na gestão dos recursos hídricos a qualidade é tão importante como a quantidade; além de fomentar a conscientização para a conservação de ambientes sadios e do bem-estar humano. A recomendação é o principal foco do projeto Escola da Água, coordenado pela Associação Internacional de Ecologia e Gerenciamento Ambiental (IIE) e em fase de implantação em Minas Gerais e em São Paulo.

Em Minas o projeto Escola da Água procura conscientizar estudantes sobre o problema, com o apoio Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). A escola é constituída por um espaço físico, com dois monitores, onde são desenvolvidas atividades interativas em torno do tema água-ambiente.

O projeto criou uma rede de ações e ideias que são levadas às escolas para incentivar e apoiar uma nova forma de aprender. As atividades envolvem professores e alunos, explorando as possibilidades de integrar ou reintegrar a instituição de ensino à comunidade local.

Uma dessas ações de responsabilidade ambiental nasceu na cidade de Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Lá, acaba de ser inaugurada a primeira Escola da Água do estado, e a segunda do Brasil, com o apoio do MCT. A gerente de Projetos de Sustentabilidade do IIE, Thaís Prado, conta que o projeto complementa ações ambientais já desenvolvidas no município por meio da parceria com organizações não-governamentais, prefeitura e professores da rede pública de ensino. 

“Dentro do espaço da Escola, temos atividades interativas e dinâmicas. O jovem pode consultar biografias, softwares de economia de água e de energia, assistir palestras e acompanhar o andamento de atividades de campo. Uma ação interdisciplinar; esse é o diferencial”, ressalta a bióloga, informando que o projeto teve investimento de R$ 32 mil. “A meta é atingir toda a população do município, 70 mil habitantes”, prevê. 

O projeto educacional da água começou há seis anos. A iniciativa piloto foi implantada no município de Bocaina, em São Paulo, em 2005, com o envolvimento de 200 professores da rede de ensino local. “Essa pequena cidade tinha pouca estrutura em gestão ambiental. Com ações voltadas para as escolas e para a comunidade, conseguimos atingir toda a população em quatro anos; com resultados práticos como a redução do lixo nas ruas, por exemplo,” salienta Thaís.

Na sua avaliação, o projeto conseguiu atender o objetivo de despertar nas crianças, adolescentes e na comunidade da região a consciência sobre a importância da preservação dos recursos hídricos existentes. De acordo com a coordenadora, esse público-alvo serve como difusor das orientações ambientais, quando bem informado, estimula o interesse de outras pessoas pelo tema. “Os próprios pais contam que as crianças cobram atitudes mais conscientes da família”, revela.

“A população é consciente, mas não sabe como e não tem meios para fazer agir. A partir do momento que se sente inserida no processo, começa a atuar”, esclarece a especialista em gestão ambiental, citando como exemplo situações em que os jovens são convidados a participar da análise da qualidade da água, fazendo relatórios sobre os resultados obtidos e sobre a importância das informações.

A Escola da Água pretende implantar centros de recursos hídricos em todo o País. Um novo projeto, em Cajamar, no interior paulista, está em fase de articulação. Há previsão de estendê-lo também ao estado da Bahia. “Queremos criar uma rede de informações das bacias hidrográficas regionais. Primeiro, com as redes em Minas Gerais e em São Paulo, para depois trabalhar em outros estados”, explica Thaís.

O projeto tem a supervisão do professor José Galizia Tundisi, autor do livro Água no século 21 – Enfrentando a escassez. A iniciativa tem ainda a colaboração do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Recursos Minerais, Água e Biodiversidade (INCT-Acqua), além de parceiros como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/ MCT), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), fundações estaduais de apoio à pesquisa (FAPs), governos estaduais e municipais, entre outros organismos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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