Os sistemas polares estão fortemente ligados às mudanças climáticas globais e o Brasil está cada vez mais atuante na Antártica, mas ainda é necessário intensificar a busca pelo apoio internacional, para ampliar a área geográfica de atuação do Programa Antártico Brasileiro (Proantar).
“Precisamos de um programa de pesquisa científica que possibilite ir além da costa e do oceano. Vale lembrar que a qualidade da ciência produzida por meio do envio de missões é mais importante que a implantação de estações permanentes naquele Continente”, afirmou hoje (28) o cientista da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), Jefferson Cardia Simões, na sessão Grandes projetos científicos de colaboração internacional, da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (4ª CNCTI), em Brasília (DF).
O diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Jerson Silva Lima, reclama que o atual padrão de qualidade das pesquisas no Brasil se encontra defasado e o País tem tido uma participação muito modesta junto aos grandes projetos internacionais, como física de altas energias, astronomia, e iniciativas como o Prosul e o Proafrica. Ele também aponta a internacionalização como um dos caminhos para a solução do problema.
“Precisamos exercer uma maior liderança nos projetos internacionais, o que pode ser contrabalançado, também, pela vinda de pesquisadores estrangeiros. Toda essa experiência é válida e existem muitas possibilidades vitais para o nosso avanço científico, envolvendo os Ministérios, Agências, Fundações de Pesquisa, além de Instituições de C&T e empresas”, enfoca Lima.