Ao abrir hoje (28), o debate O Fortalecimento da P&D nas Empresas na 4ª CNCTI, o diretor da Agência Nacional de Pesquisa Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei), Naldo Medeiros, destacou a necessidade de novas linhas de fomento mais abrangentes e de projetos pré-industriais para facilitar a inovação nas empresas.
Também observou sobre a necessidade de redes de competência para o fortalecimento da capacitação técnica, assim como de processos simples e rápidos de acesso aos recursos humanos e financeiros. Os incentivos para as empresas com lucro presumido e os mecanismos contínuos de incentivos, não apenas baseados em projetos, editais ou chamadas, e ambientes atrativos, foram ainda mencionados como instrumentos necessários para a inovação nas empresas.
Segundo Medeiros, as empresas devem ser incluídas na governança e na gestão dos instrumentos de fomento e de políticas públicas de inovação, por meio de fóruns permanentes de incentivo e inovação. A deliberação e suporte a elaboração das leis e os recursos de incentivos à inovação com legítimo interesse de todas as partes, com processos simples, transparentes, desburocratizados, informatizados para acompanhamento, aprovação, execução e relatoria das solicitações, são também itens importantes, conforme ele, para a inclusão na governança.
O gerente geral de Gestão Tecnológica da Petrobras, José Roberto Fagundes Netto, afirmou que a tecnologia na Petrobras, nos 47 anos de atuação da estatal em P&D, criou o maior centro de pesquisas aplicadas do hemisfério sul, com orçamento anual de US$ 830 milhões, e capacitou 1610 profissionais em P&D de 2007 a 2009.
Como desafios, Fagundes Netto, falou da necessidade de se integrar a inteligência interna à externa. “Não queremos uma empresa autista. É preciso trabalhar com fornecedores e clientes. De 2007 a 2009, houve um dispêndio em P&D de 29% do orçamento, com instituições de ensino e pesquisa nacionais”. Outros desafios da Petrobras são a rede de tecnologia de materiais e controle de corrosão; a rede de tecnologia em CO² para recuperação; as redes temáticas de sustentabilidade; a rede de monitoramento ambiental; e a rede de tecnologias para mitigação de mudanças climáticas, entre outras.
“Inovação é um esforço global, temos o mundo como grande oportunidade. Precisamos atrair talentos, interagir com centros de P&D de empresas e entidades científicas e tecnológicas em escala global. Além disso, precisamos de um pólo fornecedor de equipamentos e serviços de tecnologia. A articulação para instalação de centros de P&D de empresas internacionais é outra necessidade, com a implantação de políticas públicas que valorizem o alcance dos resultados”, salientou.