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Transformações econômicas e sociais exigem novo perfil profissional
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Crédito: Ricardo Lemos (MCT) - Recursos Humanos: Qualificação e Mercado de Trabalho
27/05/2010 - 18:36

A expansão econômica global, a internacionalização das atividades, as mudanças dos cotidianos e as novas demandas tecnológicas trouxeram novos desafios para o mercado de trabalho. A realidade pode ser diferenciada em cada País ou em cada região do próprio território brasileiro, mas, independente da localidade, novas posturas e políticas de apoio à educação são fundamentais para garantir emprego e desenvolvimento das sociedades.

A avaliação resume a discussão da sessão paralela “Recursos Humanos: Qualificação e Mercado de Trabalho” realizada hoje (27) na 4ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia, em Brasília.

A vice-presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), Wrana Panizzi, ressaltou o valor do conhecimento e a necessidade de se adequar a formação profissional à nova realidade. “Diante da diversidade de atividades, é preciso ter uma formação mais plena e não direcionada para uma especialização exagerada. Mais abrangente, mas com bases sólidas”, afirmou. 

Para Wrana, o Brasil deve seguir exemplos de países como o Japão e a Coréia, e pensar nesta formação como um projeto nacional de longo prazo e levar em consideração as desigualdades econômicas e sociais das regiões brasileiras, o que requer níveis diferentes de formação. Entre os obstáculos a serem superados “a falta de articulação, entre os vários setores, a resistência e os preconceitos culturais e o modelo de educação generalista”.   

 

 

 

 

A diretora de operações do Serviço Nacional de Aprendizagem (Senai), organização ligada à Confederação Nacional da Indústria (CNI), Regina Torres, afirmou que o setor deve incorporar 1 milhão e 500 mil novos trabalhadores  até 2014. “As empresas não estão preparadas para saber os profissionais que vão demandar. Haverá aumento na busca da produtividade na área de automação. Não adianta formar para atividades operacionais”, informou.  

O presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian, frisou a deficiência na educação básica e o crescimento descontrolado de cursos superiores, sem a qualidade devida, como o principal entrave a ser superado para o Brasil alcançar a condição de primeiro mundo. “É um descaso de aproximadamente 50 anos. Não se pode formar pessoas qualificadas sem bases firmes. Não podemos deixar o Brasil sucumbir por conta dessa deficiência. Temos que fortalecer o ensino básico e reformular o superior”, sugeriu.   

Levantamento apresentado pelo reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Alvaro Toubes Prata, mostrou que só em 2009, foram criadas 96 instituições novas de ensino superior, mesmo assim somente 13% da população, entre 18 e 24 anos, estão na universidade. 

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