O Brasil ocupa a nona posição no mercado mundial de produtos farmacêuticos. De 122 institutos de ciência e tecnologia brasileiros, 41 tem como tema central a saúde humana. A pesquisa em produtos industriais da saúde é um tema que não poderia ficar de fora da 4ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia (CNCTI), que se realiza até amanhã (28), em Brasília.
Na tarde desta quinta-feira (27), segundo dia do evento, representantes dos setores de pesquisa e governo e das áreas econômica e empresarial participaram de plenária sobre o tema. Em sua apresentação, o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, destacou que o aumento de recursos em pesquisas na área da saúde não é suficiente para melhorar a capacidade em inovação se não aplicado de forma correta. “O aumento de recursos estimula o desperdício”, disse.
Guimarães apontou alguns desafios para o setor, entre eles, a definição do modelo do regime jurídico de unidades de pesquisa e o alcance de uma sinergia da política de pesquisa, desenvolvimento e inovação em saúde.
O chefe do Departamento de Produtos Químicos e Farmacêuticos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Pedro Palmeira, também participou dos debates. De acordo com ele, as despesas do Brasil com saúde representam 8% do Produto Interno Bruto (PIB).
Segundo Palmeira, a indústria farmacêutica é intensiva na busca por novos conhecimentos. “Além disso, o poder de compra do Estado se apresenta como principal elemento indutor da inovação tecnológica em saúde”, disse.
Palmeira destacou ainda algumas razões para o crescimento acelerado dos gastos em saúde, como o maior envelhecimento da população brasileira e o aumento da renda.