Os séculos 20 e 21 foram marcados pela revolução do conhecimento. O avanço tecnológico impulsionou o crescimento de alguns países como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra. O Brasil corre atrás do tempo perdido e a cada ano aumenta os investimentos da educação básica e dos Institutos de Educação Tecnológica.
O ensino de ciências e matemática foi tema de uma das sessões paralelas da 4ª Conferencia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. A diretora acadêmica da Olimpíadas Brasileira de Matemática (Obmep), Suely Druck, destacou que o investimento na qualificação dos professores precisa ser ampliado. “Professor que não conhece não é capaz de ensinar”, disse.
Ela sugeriu que fossem criados mestrados profissionalizantes em aritmética para docentes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. “A aritmética é a base para qualquer estudo em matemática, física e química”, lembrou Suely.
Dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos de 2004 mostram que o Brasil ocupa a 52ª posição entre 56 países pesquisados. “É uma triste realidade do nosso País. Com mais professores qualificados, o ensino dentro de sala de aula também é melhorado. Porém não adianta apenas investir na qualificação profissional”, destacou o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Eduardo Mortimer.
Além da qualificação profissional, outro problema levantado na 4ª CNCTI foi o salário e as condições de trabalho dos professores. “Os docentes têm que ter mais segurança para trabalhar e se dedicar a apenas uma escola. Com o salário baixo eles têm dois até três empregos”, disse Mortimer. “Educação básica é condição para o desenvolvimento sustentável porque o país dificilmente avançará sem educação de qualidade que contribua para a conservação ambiental, melhoria da qualidade de vida e para a redução das desigualdades sociais”, concluiu.