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Institucionalizar a inovação ainda é desafio para o País
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Crédito: Ricardo Lemos (MCT) - “Institucionalidade: Visão Sistêmica e Integrada para a Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I)
26/05/2010 - 16:59

A produção científica do Brasil tem crescido acima da média mundial, o País também passou a formar mais doutores e mestres, mas a inovação ainda é um desafio a ser alcançado por toda a sociedade.  O caminho a ser seguido deve estar apoiado na articulação e na coordenação entre governos e diversos atores envolvidos para alcançar competitividade internacional e atender as demandas da sociedade. 

A questão pontuou as discussões no painel “Institucionalidade: Visão Sistêmica e Integrada para a Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), hoje (26), em uma das sessões paralelas da 4ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia ( 4ªCNCTI), em Brasília.

O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia (SETEC/MCT), Ronaldo Mota, coordenador do debate, ressaltou, na abertura, a importância de se discutir a institucionalidade sobre vários pontos de vista, tendo como base fundamental um Plano de Ações Plurianuais, Instituições reguladoras, a consolidação de um sistema nacional, marcos regulatórios e a conexão entre Ciência Tecnologia e Inovação, entre outros.  

De acordo com o secretário, a ciência e a tecnologia já estão institucionalizadas no País, mas a inovação é recente e só passou a ter importância nesta década. Atualmente, 12 mil doutores e 40 mil mestres são formados no Brasil, onde também foi estabelecida uma política de redes e a criação de 123 institutos nacionais. “É preciso que produtos, processos e serviços sejam transferidos e sejam acessíveis para a sociedade. É possível ter uma nação que gere tecnologia e sem ter inovação, pois inovação quer dizer prateleira, mercado e atendimento às demandas sociais” ressaltou.

O palestrante Eduardo Viotti, consultor do Senado Federal, apresentou um estudo sobre a formação de doutores no Brasil, trabalho que contou com o apoio do Conselho de Desenvolvimento Científico de Tecnológico (Cnpq), Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Segundo Viotti, o Brasil forma um quinto de doutores em relação aos Estados Unidos. (48 mil/ano). Uma das características brasileira ainda é a concentração. “Grande parte dos titulados estão na região Sudeste do País, em especial em São Paulo , mas muitos deles vão trabalhar em outras regiões”,  destacou.

Na opinião de Reginaldo Arcuri, da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), para aprofundar o nível de coordenação e alcançar um grande salto no crescimento da economia brasileira é preciso ter integração com o mundo acadêmico e perceber que a Inovação é resultado de processos históricos, da capacidade de transformar.

Para o relator Eduardo Krieger, pesquisador e médico do Instituto Nacional do Coração (Incor), é necessário apostar em qualidade e nos núcleos de excelências acadêmicos para superar gargalos. “Modelos que favoreçam a gestão e com foco nos resultados e não nos processos. Enfrentar entraves burocráticos, ter marcos regulatórios e  condições para gastar o dinheiro, coordenando isso  entre o legislativo e o judiciário. “Oitenta por cento da ciência são feitos na universidade, onde estão os cientistas, é preciso também parceria com a empresa e enfrentar novos desafios”, disse.  

 

 

 

 

 

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