Crédito: CNPq - squisadores Eméritos ao lado do Ministro do MCT, Sergio Rezende, Presidente do CNPq, Carlos Alberto Aragão e a Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire.
As comemorações pelo aniversário de 59 anos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) ocorreram nesta terça-feira (18), na sede da agência, em Brasília. No evento houve a entrega da 5ª edição e o lançamento da 6ª edição do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero, além da outorga do título de Pesquisador Emérito e Menção Especial de Agradecimento, respectivamente a pesquisadores que prestaram relevantes contribuições ao desenvolvimento científico e tecnológico do País, e a instituições colaboradoras que incentivaram o crescimento, desenvolvimento, aprimoramento e divulgação do CNPq em 2009.
A abertura foi feita pelo presidente do CNPq, Carlos Alberto Aragão, que traçou um panorama histórico da agência. Disse que quando o CNPq foi criado, em 1951, concedeu 300 bolsas de estudo e pesquisa e que, até o final deste ano, este número deve chegar a 90 mil. Em seu discurso, mostrou resultados práticos das ações da agência em benefício da sociedade, como a formação de centenas de pesquisadores para a Embrapa e Petrobrás, referências internacionais em qualidade e competência científica e tecnológica.
A solenidade de entrega do 5º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero foi aberta pela ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, que também fez o lançamento da 6ª edição da premiação e refletiu sobre o papel das mulheres na ciência. “Quando escuto a historia do CNPq, escuto a história do sistema de ciência e tecnologia do nosso País. Nessa história as mulheres começam a aparecer, mas ainda há muito o que avançar. É preciso garantir a igualdade de tratamento dentro do sistema de C&T”.
A ministra também elogiou os premiados. “A cada ano a comissão julgadora tem tido mais trabalho para julgar as inscrições devido à qualidade dos trabalhos. Esperamos ampliar a demanda e as inscrições para a 6ª edição que estamos lançando aqui”.
O professor João Lúcio de Azevedo, representando os ganhadores do título de Pesquisador Emérito e Menção Especial de Agradecimento, ressaltou a importância da agência. “O CNPq alterou completamente o panorama do País na área cientifica e tecnológica e, até o momento, tem se dedicado à formação de centenas de pesquisadores, atuando de forma equilibrada nas diversas áreas do conhecimento”. Ele também lembrou a importância da troca de informações com o setor produtivo. “É essencial a transferência de tecnologia, muito tem sido feito, mas a interação ainda precisa ser ampliada”.
O representante do Ministério da Educação, Carlos Artexes Simões, o secretário executivo do MCT, Luiz Elias, e a vice-presidente do CNPq, Wrana Panizzi, junto com o ministro de C&T, Sergio Rezende, o presidente do CNPq e a ministra da SPM, fizeram a entrega dos prêmios. A representante do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), Ana Carolina Querino, participou da entrega do 5º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero.
Os diretores do CNPq, José Oswaldo Siqueira, da Diretoria de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde, e Ernesto Costa de Paula, da Diretoria de Administração, Finanças e Planejamento, também realizaram a entrega do título de Pesquisador Emérito e Menção Especial de Agradecimento.
Representante do Ministério da Educação, Carlos Artexes Simões e o ganhador do Prêmio Igualdade de Gênero, José Sebastião Rodrigues - Escola Estadual Professor Armando Gaban - São Paulo/Osasco.
Em seu discurso, o ministro Rezende destacou a importância da instituição para o desenvolvimento da ciência e tecnologia no País. “O CNPq foi o sustentáculo para a construção e desenvolvimento da Ciência e Tecnologia no Brasil. Se hoje a ciência brasileira é reconhecida internacionalmente é devido ao esforço do CNPq no sentindo de implementar mecanismos de apoio contínuo às instituições e aos pesquisadores brasileiros, desde o incentivo com bolsas de Iniciação Científica Júnior, até aos mais altos postos da carreira cientifica”.
Rezende afirmou ainda que o Brasil se encontra em um processo acelerado de desenvolvimento de C&T. “Hoje, não podemos dizer mais que estamos esperançosos em avançar internacionalmente no campo da ciência, mas sabemos que temos um futuro brilhante pela frente, pois as políticas de incentivo e estimulo a ciência e tecnologia vêm construindo a cultura que o nosso País precisa, ou seja, uma cultura que impulsiona jovens a seguir a carreira científica, uma cultura que busca a igualdade de gênero em todos os âmbitos, na qual as mulheres devem ser protagonistas, ao lado dos homens na busca do pelo desenvolvimento sustentável do Brasil” .