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Conferência Regional Nordeste sistematiza propostas para a 4ª CNCTI
16/04/2010 - 14:37

Representantes dos nove estados da região Nordeste debateram hoje (16), em 12 sessões temáticas, no segundo dia da Conferência Regional Nordeste de CT&I, as propostas da região para a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (4ª CNCTI), que se realiza em Brasília de 26 a 28 de maio.

As discussões focaram três eixos do Sistema Nacional de CT&I: Inovação na Sociedade e nas Empresas; Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Áreas Estratégicas e Ciência; Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Social.

Pela diversidade de temas discutidos, as sessões sistematizaram um pacote múltiplo de propostas, que vão desde a formação de recursos humanos qualificados, a melhoria da educação básica no País, o estabelecimento de um marco regulatório para a política industrial e tecnológica e o fortalecimento dos sistemas regionais de inovação. Antes da CNCTI, as lideranças regionais  organizam um documento único da região, com as demandas e as sugestões para o novo Plano Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

A relatora do painel sobre Formação de Recursos Humanos como Política de Governo, Lenilda Austrillino Silva, superintendente da Secretaria de Ciência e Tecnologia de Alagoas, resumiu as discussões entabuladas em cinco propostas principais: a ampliação das vagas nos cursos de mestrado e doutorado no Nordeste; a possibilidade de pós-graduandos poderem fazer cursos fora da região; a criação de um programa forte de fixação de doutores no Nordeste; o fortalecimento da educação básica como insumo fundamental para uma formação acadêmica de qualidade; e a formação de recursos humanos para a inovação em todos os níveis. “É importante também que os currículos sejam pensados e voltados para incentivar o espírito da inovação no Brasil”, disse ela. 

No Painel sobre Parceria Pública/Privada – Formação de Redes, a ênfase maior foi dada ao chamado problema do engessamento dos órgãos de controle (CGU e TCU) para o desenvolvimento de produtos e processos. Eliana Sá, coordenadora de Desenvolvimento Empresarial do Sistema Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, observou que ainda falta maior compreensão e uma maior sensibilidade destes órgãos de controle para as peculiaridades das parcerias entre governo e iniciativa privada.

Ela acredita que este é um gargalo decisivo e que, muitas vezes, impede o desenvolvimento mais acelerado do País.  Eliana também chamou a atenção para a falta de recursos humanos qualificados, que possam atuar na mediação deste processo de parcerias.

Em relação à temática do Marco Legal e Financiamentos, Janaína Galdino de Barros, assessora técnica da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social de Alagoas, enfatizou a necessidade de se desenvolver uma maior articulação entre os estados do Nordeste para que eles possam ter, no futuro, uma participação maior no volume de recursos destinados à ciência e tecnologia. Para isso, ela acredita que o Nordeste precisa do fortalecimento do seu sistema regional e local de inovação, com maior fomento à cultura da inovação tanto no mundo da educação e do setor privado quanto na esfera governamental.

A Pró-Reitora de Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Maria Bernadete Cordeiro de Souza, painelista da temática sobre o Papel da Sociedade no Processo de Inovação, defendeu a construção de um processo de inovação de mão dupla: da sociedade para a inovação e da inovação para a sociedade. “A inovação direcionada para o crescimento do País e da sociedade vai sempre se desdobrar na apropriação do conhecimento por todas as pessoas e, ao mesmo tempo, a sociedade irá contribuir para repensar os processos de inovação”.

Nos dois dias da conferência, mais de 800 pessoas participaram das sessões temáticas. Esta é a última conferência regional realizada. Os cinco encontros serviram para levantar as propostas de todas as regiões e definir um novo Plano Nacional de Ciência e Tecnologia.

Em maio a Conferência Nacional reúne todas as propostas e contribuições das conferências regionais, para propor uma Política de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação que tenha como meta principal o desenvolvimento sustentável.

 

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