Na sequência de seminários preparatórios para a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (4ª CNCTI), marcada para maio, em Brasília, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE/MCT) promoveu ontem (12), a penúltima rodada de discussão com o tema O Brasil no Mundo.
A palestra do diretor do Centro de Pesquisas do Brasil Contemporâneo, Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais (Ehess, Paris), Ignacy Sachs, com o tema As terras da boa esperança e as biocivilizações do futuro foi a mais concorrida.
Sachs falou do trinômio – exploração sustentável da biodiversidade, biomassas e biotecnologia -, classificado por ele como um dos pilares para o desenvolvimento do País. “O Brasil é um dos países mais ricos em biodiversidade. É preciso saber explorar isso. Como, por exemplo, utilizar a Amazônia de forma sustentável. Tem ainda a questão dos biocombustíveis. Apesar de ter avançado neste ponto ainda há muito que se desenvolver”, enfatizou.
O diretor do Ehess salientou ainda que o País precisa investir nas segunda e terceira geração de biocombustíveis. Para ele, o etanol celulósico é um exemplo. “Precisamos nos valer dos resíduos vegetais. Além disso, têm os recursos aquáticos como as micro e macro algas. Além disso, quando abordo o tema biocivilizações, não restrinjo ao uso das bioenergias. Precisamos pensar cientificamente, mas, também, sociologicamente. E, neste sentido, devemos pensar nas pessoas”, disse.
E, por fim, Ignacy Sachs comentou sobre o aproveitamento das energias solar e eólica. “Estamos longe de ter alcançado o pico do aproveitamento dessas energias. Há muito o que se fazer”, destacou.
Hoje (13), no último seminário preparatório, serão debatidos temas envolvendo a área da educação. O encontro será na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), também em Brasília.
Os eventos são organizados pelo MCT, CGEE, Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de C,T&I (Consecti) e pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). Eles fazem parte da preparação dos debates da 4ª CNCTI, que tem como um dos seus objetivos formular propostas para uma política de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação para os próximos 10 anos.