O Rei Carl 16 Gustaf, da Suécia, visita hoje (26), às 12h, as instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT),
em São José dos Campos (SP).
O rei e comitiva serão recebidos pelo vice-diretor do Inpe, João Braga. Na oportunidade o coordenador de Observação da Terra do Instituto, João Vianei Soares, fará uma breve apresentação sobre o monitoramento por satélites da Amazônia. Gustaf também conhecerá o Hall de Testes, onde ficam as câmaras e demais equipamentos para testes de satélites e produtos industriais.
Sobre o LIT
O Laboratório de Integração e Testes (LIT) é o único do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas.
A impossibilidade de conserto em órbita torna imprescindível a simulação em Terra de todas as condições que um satélite irá enfrentar desde o seu lançamento até o fim de sua vida útil no espaço. Por isso, o LIT tem câmaras e equipamentos para ensaios de vibração e choque, medidas de propriedades de massa, testes elétricos, acústicos e de compatibilidade eletromagnética, além da própria simulação do ambiente espacial em câmara vacuotérmica.
No LIT, idealizado para atender as necessidades do programa espacial brasileiro, também são prestados serviços à indústria, pois o laboratório reúne instrumentos sofisticados para a qualificação de produtos com exigência de alto grau de confiabilidade.
Empresas nacionais e multinacionais usam as instalações do LIT para testes de certificação. Os produtos testados vão desde antenas e componentes eletroeletrônicos até veículos de grande porte. O LIT também tem um sistema completo para medidas de taxa de absorção específica de radiação, importante para o setor de telefonia celular, que conforme as especificações da Anatel, precisa testar o nível de radiação eletromagnética emitido dos aparelhos.
Monitoramento da Amazônia
Desde que começou a receber imagens do satélite Landsat, da Nasa - e o Brasil foi um dos primeiros a ter dados orbitais de observação da Terra, em 1973 -, o Inpe observa a cobertura florestal da Amazônia.
A partir de 1988, com o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), o Inpe passou a realizar o mapeamento de forma operacional. Como resultado, o Brasil tem um sistema reconhecido internacionalmente por sua excelência e pioneirismo. Hoje, estão em operação três sistemas, que atuam de forma independente, porém complementares.
O Prodes é considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, por cobrir 4 milhões de km² todos os anos. O resultado do Prodes revela a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia brasileira e tem orientado a formulação de políticas públicas para a região.
Desde 2004, o Inpe também opera o sistema de Detecção de Desmatamento
em Tempo Real (Deter), voltado para orientar a fiscalização por identificar corte raso e degradação florestal com mais agilidade. Em 2008, o aumento de áreas degradadas indicado pelo Deter motivou a criação do Degrad, sistema destinado a mapear áreas ainda em processo de desmatamento.
A tecnologia nacional para o monitoramento florestal por satélites, bem como a capacitação técnica, está sendo oferecida pelo Inpe a outros países. A iniciativa coloca o Brasil na liderança para o monitoramento global de florestas tropicais.