A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) inaugurou na sexta-feira (12), o Centro Nacional de Processamento de Alto Desempenho de Pernambuco (Cenapad-PE), instalado no Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI). A unidade, que fornecerá infraestrutura computacional tanto em equipamentos quanto em desenvolvimento de softwares para computação científica de alto desempenho, é a segunda instalada no Nordeste e oitava a integrar o Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho (Sinapad).
O Centro foi viabilizado com investimentos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe).
Os Cenapads utilizam computadores paralelos especiais e agregam centenas ou milhares de Unidades Centrais de Processamento (CPUs), que trabalham simultaneamente com técnicas de programação avançadas para resolver um mesmo problema.
“Nosso desafio é encontrar formas criativas, mas que sejam institucionalmente sólidas para garantir o desenvolvimento sustentável. Estamos contentes em apoiar essa iniciativa”, disse o diretor presidente da Facepe, Diogo Simões. O projeto de implantação do Cenapad recebeu R$ 313,4 mil em recursos do Edital de Apoio à Disponibilização de Estruturas Multiusuários e de Acervos de Interesse Científico para Pesquisa, lançado em 2008 pela Facepe.
Para o reitor da UFPE, Amaro Lins, o Centro é uma vitória da comunidade científica do estado, que há 15 anos luta por investimentos na área. “Essa conquista tem um significado especial para nós. Quando começamos a conceber esse projeto, a realidade da pesquisa científica no estado era outra, não tínhamos financiamento contínuo. Hoje, temos uma fundação de amparo à pesquisa fortalecida, que muito contribuiu para concretizarmos esse sonho.”
Computação científica
O coordenador do Cenapad na UFPE, Ramiro Brito Willmersdorf, explicou que a computação científica de alto desempenho é um dos principais instrumentos de desenvolvimento científico e tecnológico, sendo utilizada desde a prospecção e produção de petróleo até em investigações científicas sobre as propriedades da matéria e da evolução do Universo, passando pelo desenvolvimento de novas drogas para a indústria farmacêutica.
Para ele, o apoio à implantação da unidade é importante para que os alunos “comecem a criar coragem de enfrentar desafios, desenvolvendo seus próprios programas”.