Em relação às noticias publicadas na imprensa as Indústrias Nucleares do Brasil (INB/MCT) esclarecem os seguintes pontos:
1. Cinco dos seis pontos de água nos quais o Instituto de Gestão das Águas e Clima (Inga) detectou a presença alterada de radioatividade, ficam situados entre 13 e 23 quilômetros da mina operada pela INB em Caetité (BA), sem qualquer possibilidade de contaminação pelas atividades da mina.
2. A captação das amostras de água foi realizada no final do mês de setembro, portanto, não existe nenhuma relação entre os níveis de radioatividade encontrados nesses pontos de água e o vazamento de solvente orgânico (querosene), que ocorreu no dia 28 de outubro na unidade de mineração da INB. Esclarecemos que o líquido não atingiu o meio ambiente, ficando restrito a um repositório nas dependências da usina.
3. Caetité e municípios vizinhos compõem uma Província Uranífera porque a região tem uma grande quantidade desse mineral em seu solo e sub-solo. Logo, é sempre possível a ocorrência de urânio natural em suas águas, sem que isso signifique risco radiológico para a população.
4. Segundo o estudo hidrogeológico realizado por empresa especializada, os aquíferos existentes na área se encontram em fissuras formadas por rochas graníticas impermeáveis. Ali as águas se acumulam e não se comunicam. A pesquisa conclui que não existe nenhuma possibilidade de contaminação dos poços por material originado das operações da INB.
5. De acordo com a Portaria 518 do Ministério da Saúde (MS), quando são detectados níveis de radioatividade além do limite estabelecido, é de responsabilidade da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen/MCT) concluir sobre a qualidade da água.
6. A INB reafirma que desenvolve as suas atividades seguindo normas de segurança que garantem o respeito à saúde das populações e a preservação do meio ambiente.