A entrada em funcionamento do Reator Multipropósito até 2015 deve resolver muitos problemas que o País enfrenta na área da medicina nuclear, principalmente da necessidade que tem hoje de importação de molibdênio, elemento atômico utilizado para produção de radiofármacos.
A informação foi dada na manhã de hoje (24) pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, no seminário Programa Nuclear Brasileiro: Autonomia e Sustentabilidade do País, na Câmara dos Deputados,
em Brasília. Ele falou também sobre a construção da Usina Nuclear Angra 3, destacando que “estamos em pleno processo de construção”. De acordo com ele, a tecnologia do Brasil nesse setor é bastante avançada, permitindo grande desenvolvimento na área nuclear.
Rezende disse que a oferta de urânio estará garantida com a produção do Ceará a partir de 2013. "Com a entrada das minas de Santa Quitéria, nós teremos urânio suficiente para as três usinas de Angra dos Reis, para as outras quatro e ainda vai sobrar um pouco”. Hoje, o País só tem uma área de extração de urânio, em Caitité, na Bahia.
O ministro também falou dos estudos da Eletronuclear para a localização de mais quatro usinas nucleares. “A Eletronuclear vai apresentar vários possíveis locais para que haja uma decisão”, informou.
O presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen/MCT), Odair Dias Gonçalves, que também participou do seminário, disse que com o Reator Multipropósito o Brasil “vai economizar de US$ 16 a 72 milhões com importações de elementos nucleares para produção de radiofármacos”.
No evento, promovido a pedido do deputado federal Marco Aurélio Ubiali (PSB-SP), foi lançada a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Programa Nuclear Brasileiro (PNB), que pretende assegurar a continuidade e o incremento do Programa. Também participaram do seminário representantes da Nuclebrás Equipamentos Pesados e do Centro Tecnológico da Marinha.