O subcoordenador de Fiscalização do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM/MCT), Paulo Roberto e Souza, abre hoje (27) o 1º Curso de Capacitação Ambiental do Corredor Central da Amazônia (CCA), em Tefé (AM). O evento vai até quinta-feira (29), com a presença de cerca de 30 representantes de populações ribeirinhas.
Na oportunidade, Souza abordará os objetivos de unidades de conservação federais e estaduais, entre outras características dessas áreas. “O curso capacitará os participantes a respeito da utilização sustentável de produtos de origem florestal”, explica Christina Fischer, coordenadora dos corredores ecológicos no Amazonas, projeto que promove o evento com o apoio de entidades que compõem o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA).
O mesmo curso será realizado para capacitar cerca de 30 representantes de populações indígenas de 3 a 5 de novembro.
O CCA se localiza no Amazonas, ocupando uma área próxima de 52,5 milhões de hectares. É formado pelas bacias hidrográficas dos rios Negro e Solimões, além de cortar outros rios, entre eles o Juruá, o Japurá, o Jutaí e o Tefé. O CCA está formado por, cerca de 30% de terras indígenas, 30% de unidades de conservação federais e estaduais e 40% de áreas de interstício (que não são unidades de conservação ou terras indígenas).
O objetivo do Projeto Corredores Ecológicos é a conservação da diversidade biológica das florestas tropicais por meio da interação de unidades de conservação públicas e privadas. Ele é um dos componentes do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais Brasileiras (PPG 7), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e reunindo organizações civis e os governos federal e estaduais, em parceria com a comunidade internacional, para desenvolver estratégias de proteção e uso sustentável da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica (onde está formado outro corredor ecológico).