O Governo de Goiás lança hoje (22) a pedra fundamental do Museu do Césio, instalado na rua 57, nº 68, local onde foi violada a cápsula de chumbo que deu origem ao acidente radioativo de Goiânia, em setembro de 1987. A solenidade tem a presença do governador Alcides Rodrigues, dos secretários de Ciência e Tecnologia, Joel Braga Filho; da Saúde, Irani Ribeiro; do Meio Ambiente, Roberto Freire; do artista plástico Siron Franco, autor do projeto; do coordenador do Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste (CRCN-CO/Cnen), Leonardo Lage; e representantes das vítimas do césio.
A Secretaria de Ciência e Tecnologia, coordenadora do projeto em parceria com as secretarias de Saúde e Meio Ambiente, viabilizou os recursos para a obra junto à Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen/MCT). No início do mês, o secretário Joel Braga Filho esteve no Rio de Janeiro onde definiu com os dirigentes da Cnen o financiamento do projeto pelo governo Federal, que bancará a maior parte do projeto.
O Governo de Goiás fez a cessão do terreno e bancou a construção da parte física. De acordo com o projeto de Siron Franco, o Museu terá dois blocos com iluminação natural, tendo na parte da frente um container, onde será erguido um memorial. Haverá ainda espaço para exposições permanentes de materiais referentes ao acidente e a instalação de um medidor de radiação no local. A implantação do Museu está orçada em cerca de R$ 1 milhão.
Além do papel técnico-científico, o Museu oferecerá programas educativos e de turismo científico. “Pretendemos abrir as portas da instituição para as universidades para a realização de estudos e pesquisas”, acrescenta Braga Filho. Ele salienta que o Museu contará a história do acidente com o césio-137 em Goiânia e servirá como um marco para mostrar à comunidade internacional que não existe mais vestígios de radiação nas áreas que foram contaminadas na época.
Logo após o lançamento da pedra fundamental, os secretários e integrantes do grupo responsável pela parte técnico-científica do projeto participam em Abadia de Goiás, no Centro Regional de Ciências Nucleares da Cnen, de workshop sobre os 22 anos do acidente com o césio.