Exposição de banners, influência das plantas no processo de filtragem do ar e procedimentos químicos da análise da água. Estes foram alguns dos temas apresentados aos cerca de 100 alunos da Escola Estadual Santana, que visitaram, nesta terça-feira (20), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT).
A visita faz parte das 150 atividades desenvolvidas pelo Instituto durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que acontece até o próximo dia 23 de outubro em todo o Brasil. Durante toda a manhã, os alunos puderam conhecer os laboratórios de Bacteriologia, Química Ambiental, Meteorologia e Climatologia, que integram a Coordenação de Pesquisas em Clima e Recursos Hídricos (CPCRH).
Para a pesquisadora do Inpa e responsável pela visitação, Ana Rosa Domitila, a atividade é uma oportunidade de os alunos conhecerem os trabalhos realizados por cada pesquisador do Inpa em sua área específica. “Eles estão tendo a oportunidade de conhecer todo o processo realizado em laboratório, acompanhando desde o início, quando a amostra de campo chega ao laboratório, até a fase de análise realizada por cada pesquisador de acordo com sua área de atuação”, afirmou.
Segundo Domitila, a atividade representa ainda um meio de integração entre alunos e pesquisadores, além de uma chance de despertar o interesse dos jovens para a carreira científica. “A visita nos permite apresentar o nosso trabalho e também de mostrar para os estudantes que eles podem vir a nos substituir futuramente, seja como bolsistas de programas como o Pibic Jr., de iniciação científica, mestrado ou doutorado”, disse a pesquisadora.
‘Incentivo’
Para o estudante Bruno da Costa Henrique, de 16 anos, a atividade é um incentivo para que os jovens busquem conhecer mais a região Amazônica.
“Esse tipo de atividade é importante porque nós precisamos ter um conhecimento sobre a nossa região. Muitas pessoas que vem de fora a conhecem mais que nós, que moramos aqui. Com o desenvolvimento de atividades como essa nós poderemos transmitir conhecimento sobre a nossa região para quem é de fora e não o contrário, como geralmente acontece”, ressaltou.