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Deter indica que Amazônia teve 498 km² desmatados em agosto
24/09/2009 - 15:25

O programa de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), sistema de alerta baseado em satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), detectou 498 km² de desmatamentos na Amazônia Legal por corte raso ou degradação progressiva no último mês de agosto.

Deste total, 301 km² foram registrados no Pará e 105 km², no Mato Grosso. Rondônia e Amazonas tiveram respectivamente 51 km² e 22 km², enquanto os demais estados apresentaram índices menores que 7 km² em agosto, mês em que a baixa ocorrência de nuvens na Amazônia permitiu a observação de 83% da região.

A cada quinzena, os dados do Deter são enviados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pela fiscalização das áreas. O sistema indica tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas classificadas como degradação progressiva, que revelam o processo de desmatamento na região.

Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, os dados do Deter não representam uma avaliação fiel do desmatamento mensal da Amazônia. Pelo mesmo motivo, os técnicos do Inpe não recomendam a comparação entre dados de diferentes meses e anos.

Avaliação
A qualificação amostral dos dados do Deter mostra que 90% dos alertas de agosto foram confirmados como desmatamento. Destes, 73% foram classificados como corte raso e 13% como floresta degradada de alta intensidade. Os demais indicaram áreas de degradação moderada ou leve.

Sistema Deter
Em operação desde 2004, o Deter é um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento. É importante destacar que a taxa anual de desmatamento é aferida por outro sistema, o Prodes, também do Inpe, cujos dados estão disponíveis em www.obt.inpe.br/prodes.

Com o Deter é possível detectar apenas polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares por conta da resolução dos sensores espaciais (o Deter utiliza dados do sensor Modis do satélite Terra e do sensor WFI do satélite sino-brasileiro Cbers, com resolução espacial de 250 metros). Devido à cobertura de nuvens, nem todos os desmatamentos maiores que 25 hectares são identificados pelo sistema.

Contudo, a menor resolução dos sensores usados pelo Deter é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos. Todos os dados do programa são públicos e podem ser consultados no site www.obt.inpe.br/deter

 

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