Peter Illiciev/Fiocruz - Ministro Rezende e o presidente da Fiocruz Paulo Gadelha.
A implantação de unidades de pesquisa em algumas regiões do País nos próximos anos e o lançamento do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, previsto para 2010, foram destacados pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, como exemplos que reafirmam o papel destacado da entidade no campo da saúde pública e de como os pesquisadores cada vez mais trazem contribuições para o desenvolvimento nacional.
Rezende participou na manhã de hoje (18) de reunião do Conselho Deliberativo da Fundação. O presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, abriu o encontro com uma exposição sobre as diferentes inserções da instituição no campo do desenvolvimento científico e tecnológico ligado à área de saúde pública.
Foi a terceira vez que um representante do primeiro escalão do governo federal visita a Fundação nos últimos meses. Em julho, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou de encontro com pesquisadores e dirigentes; em agosto, o secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Daniel Barcelos Vargas, conheceu a instituição, a sua atuação e os projetos desenvolvidos.
“Cada vez que venho à Fiocruz encontro boas notícias. Hoje não foi diferente. A Fundação está ampliando muito as suas ações, seguindo as determinações do presidente Lula, e reafirmando a sua importância para o sistema de ciência e tecnologia brasileiro”, disse o ministro. Rezende também lembrou a participação da Fiocruz na constituição dos 123 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) aprovados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em novembro último.
Ele convocou os dirigentes e os pesquisadores da Fiocruz a participarem ativamente do projeto - a Fundação coordena três desses institutos - e também destacou que os cientistas de Manguinhos terão papel importante na 4ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia, em maio de 2010. “Um dos frutos da Conferência será um plano de ação para a área de ciência e tecnologia para os próximos anos”, anunciou o ministro.
Rezende destacou a importância crescente dos investimentos e reflexões ligados à área de inovação para as instituições de pesquisa. De acordo com ele, a sociedade cada vez mais cobra uma maior inserção da área de ciência e tecnologia no segmento da inovação, principalmente indústrias e empresas. “Depois de uma queda na década de 1990, amplia-se cada vez mais a cultura que associa pesquisa e inovação. Há inclusive um movimento empresarial voltado para esta questão, que é a Iniciativa Empresarial pela Inovação”, informou o ministro, lembrando que vem crescendo os investimentos do governo em empresas de base tecnológica, principalmente por meio de incubadoras. “Por isso que acho que a Fiocruz, por toda a maturidade e competência que acumula, terá uma contribuição decisiva nos debates sobre a interação da área de pesquisa com as empresas”.
Lei Arouca
Os marcos legais e as determinações colocados pela chamada Lei Arouca, que trata do uso de animais em pesquisas, também foram debatidos na reunião. O ministro defendeu que a comunidade científica terá um papel fundamental na sensibilização e no esclarecimento da sociedade sobre o tema. “Teremos algo parecido como a situação vivida por Oswaldo Cruz no início do século passado no convencimento da importância da vacinação contra a varíola. Teremos que vir a público e esclarecer”, disse Rezende.