Crédito Higor Sousa: Darly Henriques da Silva participou do do I Workshop para implantação da Rede de Usuários da Radiação Ultravioleta Solar
O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) vai investir na aquisição de oito radiômetros, que serão instalados nas cidades contempladas pela Rede de Proteção contra a Radiação Ultravioleta Solar (Ruvs). Em um primeiro momento, dois primeiros aparelhos vão funcionar em Brasília, cidade escolhida para os testes iniciais.
“Rio de Janeiro, Teresina e Natal serão as próximas. Esse programa é piloto e, dependendo dos resultados, será estendido para o restante do País”, explica a coordenadora geral de Meteorologia, Climatologia e Hidrologia do MCT, Darly Henriques da Silva, que participou hoje (18), em Brasília, do 1º Workshop para implantação da Rede de Usuários da Radiação Ultravioleta Solar.
Segundo ela, os dados fornecidos pelos radiômetros, que medem a incidência de raios UV, são de interesse público, pois orientarão a sociedade a desenvolver uma política de prevenção à saúde. “Principalmente para aquelas doenças ligadas ao câncer de pele”, ressalta Darly da Silva.
O programa de Rede de Proteção contra a Radiação Ultravioleta está estruturado em duas etapas. A primeira é a aquisição dos oitos radiômetros, por meio de encomenda e com recursos do Fundo Setorial da Saúde, que serão incorporados ao Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a quem caberá fazer a analise dos dados. Cada aparelho importado custa
em média US$ 13 mil.
A segunda etapa é a divulgação dos dados à população, mostrando os horários de maior incidência de raios UVB e UVA. Para isso, a Petrobras disponibilizará os dados em painéis instalados em locais com grande circulação de pessoas. O Inmet e a Petrobras são parceira do projeto.
Darly da Silva lembrou que o Brasil é signatário do Protocolo de Montreal, que discorre sobre substâncias que empobrecem a camada de ozônio. Os países participantes se comprometem a substituir as substâncias que destroem a camada de ozônio da estratosfera. “Existe um pedido para que o Brasil desenvolva pesquisas nesta área. Assim, esse programa vem exatamente ao encontro desta solicitação”, acrescenta a coordenadora.