O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) conclui hoje (18) o curso de cooperação internacional em Ciência, Tecnologia e Inovação. O evento, que começou na quinta-feira (17), faz parte de um projeto da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect).
De acordo com o pesquisador Jorge Porto, do Inpa, o curso está sendo realizado em três momentos específicos. “O objetivo do projeto em um primeiro momento é apresentar uma síntese do que está sendo feito em termos de cooperação internacional no estado do Amazonas em Ciência, Tecnologia e Inovação”, explica Porto.
A segunda etapa, segundo ele, é orientar os órgãos de Ciência e Tecnologia com relação a possíveis políticas públicas e promover a capacitação das secretarias estaduais e municipais. Para ele, o tema vem tomando proporções crescentes e o “marco inicial” da discussão sobre o assunto, ainda segundo ele, foi durante a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) Regional, realizada em Tabatinga.
O tema também foi abordado na XXI Reunião Anual do Fórum de Assessorias das Universidades Brasileiras (FAUBAI), realizada em maio deste ano pela Universidade Estadual do Amazonas (UEA) e pelo Centro Universitário do Norte (Uninorte).
“A cooperação internacional vem ganhando espaço e agora com esse curso acontecendo aqui no Inpa, com a tutela da Sect, mas tendo o aporte físico do Inpa, a expectativa é de que as discussões se ampliem”, afirma o pesquisador.
Cooperação internacional do Inpa
A cooperação internacional é um instrumento aferição da credibilidade de qualquer instituição. É o que afirma Magali Henriques, integrante da Assessoria de Cooperação Internacional do Inpa, desde 2005.
“Nós tentamos criar dentro do Instituto aquilo que nós estamos chamando de políticas de cooperação do Inpa”, esclarece. Entre os trabalhos realizados pela assessoria está uma oficina de trabalho com o objetivo de refletir sobre a cooperação vigente na Instituição como forma de alavancar o progresso das atividades desenvolvidas.
Segundo Magali, entre os principais papéis da cooperação institucional está a eficácia na aferição da produtividade de uma instituição.
“Em geral, a produtividade em Ciência e Tecnologia é medida por outputs (número de patentes, artigos e apresentações em congressos) e muito pouco se faz de tentar medir produtividade de instituições com base em inputs (número de ações de cooperação que uma instituição pode ter). Quanto mais cooperação dentro de uma instituição, mais produtiva ela vai ser”, enfatiza a pesquisadora.