O Projeto Educação Ambiental e Patrimonial (EAP) inaugura amanhã (12), na comunidade do Lago Moura, no município de Oriximiná, a Casa do Artesão - uma parceria do Museu Paraense Emílio Goeldi (Mpeg/MCT) e a Mineração Rio do Norte.
A iniciativa objetiva realizar ações educativas com as comunidades que vivem nas áreas de influência da Mineração Rio do Norte, entre as quais a de Boa Vista, Vila de Porto Trombetas, Lagos Moura e Batata. Além de tentar esclarecer a importância de se preservar o meio ambiente e a cultura da região.
As atividades do Projeto iniciaram em 2001 e promovem momentos de discussões e sugestões e busca formas de construir dinâmicas sustentáveis. O projeto realiza oficinas de arte e ciência, crochê, pintura em tecido, grafismo em cuias, velas aromáticas, artesanato em ouriço de castanha - do - pará entre outras atividades. Já participaram das ações mais de 200 pessoas.
As oficinas de arte e ciência, atividades coordenadas por Luis Videira, chefe do Serviço de Educação e Extensão do Museu Goeldi, tentam unir os saberes tradicional das comunidades locais com o conhecimento científico, para resgatar a auto-estima dos moradores dessas áreas e também promover um meio de gerar renda por meio da arte. Estas tentam mudar certas concepções sobre a produção de objetos de cerâmica, tendo em vista que, em muitas comunidades essa prática era tida como algo vergonhoso. Hoje é motivo de orgulho e atrai cada dia mais praticantes.
Espaço do Artesão
A inauguração do Espaço do Artesão na comunidade do Lago Moura, que fica as margens do Rio Trombetas, em Oriximiná é resultado do esforço da comunidade em parceria com o Projeto Educação Ambiental e Patrimonial para alavancar cada vez mais a confecção de objetos de cerâmica como panelas, potes, releituras de peças arqueológicas, colares.
Na inauguração haverá a exposição de dois vídeos sobre o projeto. Um se chama Ações do Projeto Educação Ambiental e Patrimonial e o outro Filhos do Barro. Muito além de fomentar a práticas de ações educativas nessas comunidades, as atividades desenvolvidas pelo Projeto buscam despertar sentimentos adormecidos nestas pessoas, que antes das atividades não viam nas práticas artesanais maneiras de produzir renda e muito menos como forma de valorizar o que é característica regional.