O programa Conhecimento para Todos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) promoveu nesta quarta-feira (9), mais uma série de palestras, na sede do ministério, em Brasília (DF). As apresentações foram dos diretores do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict/MCT), Emir Suadein, e do Museu de Astronomia e Ciência e Afins (Mast/MCT), Alfredo Tolmasquim. Ambos ressaltaram a importância da divulgação do conhecimento e da inclusão social e digital no País.
Tolmasquim ressaltou a missão do Mast, que é ampliar o acesso da sociedade ao conhecimento e preservar a memória da ciência e tecnologia. Preservar, segundo ele, “é fortalecer a cidadania e a identidade nacional”.
Hoje, o Mast, localizado no Rio de Janeiro, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e oferece cursos como o de mestrado em museologia e patrimônio e de especialização em preservação de ciência e tecnologia. O Museu tem ao todo 65 servidores, sendo 20 doutores, sete mestres, 29 em nível superior e nove em nível médio. “Isso porque nos últimos anos o apoio financeiro do MCT tem aumentado, cerca de R$ 3 milhões”.
Ibict
Suadein, diretor do Ibict, disse que a sociedade precisa criar uma ponte com a informação e com a inclusão digital e social auxilia no aumento da qualidade de vida das pessoas. Para ele, a expansão do conhecimento “não vai acabar com a violência nas grandes e pequenas cidades, mas vai inibir um pouco esse grande problema que assola a todos”. Suadein ressaltou que “países que tiveram a ideia de investir em ciência, obtiveram um recuo nos índice de criminalidade nas grandes cidades”.
O Ibict teve e tem um papel de liderança na introdução de métodos e serviços em biblioteca em todo o País. Hoje, tem o projeto Biblioteca Digital, que abriga 115 mil dissertações de 88 institutos de ensino. Esse acervo teve nos últimos meses mais de um milhão de acessos, segundo ele. E isso não se limita apenas a alunos de nível superior, mas, também, a alunos do ensino médio. “Com esse projeto os alunos do ensino médio aprendem a serem pesquisadores e não copiadores”, frisou Suadein. O diretor ressaltou um dos grandes problemas da internet, que é o mau uso dessa ferramenta na fase escolar, com destaque para a fase entre a 5ª série e o 3º ano do segundo grau.
Este ano o instituto completa 55 anos de atividades voltadas para a missão de promover a competência, o desenvolvimento de recursos e a infraestrutura de informação em ciência e tecnologia para a produção, socialização e integração do conhecimento científico e tecnológico do Brasil.
O Ibict mantém também, no Rio de Janeiro, o programa de Pós-doutoramento que desenvolve estudos supervisionados por pesquisadores do Instituto em temáticas que atendam à demanda institucional. Para tanto, conta com um núcleo consolidado e reconhecido de pesquisadores-doutores, bolsistas de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT).