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Pesquisadora brasileira vence Prêmio México de Ciência e Tecnologia
08/09/2009 - 09:30

Mayana Zatz é professora do Instituto de Biociências e Pró-reitora de Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP). Coordena o Centro de Estudos do Genoma Humano e do Instituto Nacional de células-tronco em doenças genéticas. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq/MCT), já publicou 303 trabalhos científicos, até março deste ano, que foram citados mais de 4.900 vezes. Tem mestrado e doutorado em genética pela USP e pós-doutorado em genética humana e médica pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla), Estados Unidos.

Segundo o informe do Conselho Consultivo de Ciências (CCC) do México, a brasileira foi escolhida por "suas contribuições pioneiras na introdução das técnicas de genética molecular, que geraram conhecimento relevante sobre a distrofia muscular". Na edição de 2008, o Prêmio México de Ciência e Tecnologia recebeu 55 inscrições de 13 países.

"Para nós, cientistas, o maior retorno que recebemos é o reconhecimento da nossa pesquisa por nossos pares e pela sociedade. Isso ocorre em vários níveis: quando conseguimos sucesso em um experimento científico, quando nossos trabalhos são aceitos para publicação em revistas de impacto e quando são citados. Ser selecionada para vencer o prêmio México é uma grande emoção. É o reconhecimento da ciência que desenvolvemos na Universidade e no País e é um estímulo enorme para lutarmos para tentar fazer mais e melhor”, afirma Mayna.

Atualmente, ela desenvolve dois projetos: a pesquisa dos mecanismos que causam doenças genéticas, com enfoque em doenças neuromusculares, visando sua compreensão, prevençâo e futuros tratamentos e o estudo de células-tronco em doenças genéticas, visando a terapia celular e a contribuição para desvendar os mecanismos que causam essas doenças. Segundo a professora, “pesquisar o genoma humano e tentar responder inúmeras questões que surgem a cada momento é uma grande paixão. Uma das minhas maiores motivações é o contato que tenho com famílias e pacientes afetados por doenças neurodegenerativas. Eles são a mola propulsora que nos dá força para lutar”.

Criada em 1990, a premiação visa a reconhecer o trabalho de pesquisadores da América Latina, Caribe e Península Ibérica. Em 17 edições, o Brasil foi premiado sete vezes, sendo o país com mais pesquisadores agraciados. Curiosamente, os pesquisadores brasileiros sempre foram escolhidos em anos consecutivos. Antes de Mayana Zatz, os últimos premiados foram Martín Schmal e Constantino Tsallis, premiados em 2002 e 2003 respectivamente.

Inscrição

A edição deste ano recebe inscrição até 13 de novembro. Para participar o candidato precisa obter reconhecido prestígio profissional, além de ter contribuído de forma significativa para o conhecimento científico universal, para o avanço tecnológico ou para o desenvolvimento das ciências sociais. De acordo com o informe da Embaixada do México, a edição de 2009 contemplará o vencedor com medalha e premiação no valor equivalente a US$ 45 mil.

Mais informações aqui.

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