O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT) divulgou hoje (1º) que em julho passado a Amazônia teve 836 quilômetros quadrados de área desmatada. Deste total, 577 quilômetros quadrados são no Pará e 124 quilômetros quadrados no Mato Grosso. Os números foram registrados pelo sistema de Detecção do Desmatamento
em Tempo Real (Deter), usado pelo Inpe no mapeamento de áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, e nas regiões em processo de desmatamento por degradação florestal.
Amazonas, Maranhão e Rondônia apresentaram respectivamente 47 km2, 38 km2 e 35 km2, enquanto os demais estados não tiveram desmate significativo em julho, mês em que a baixa ocorrência de nuvens na Amazônia permitiu a observação de 77% da região.
O sistema Deter
Em operação desde 2004, o Deter (Detecção do Desmatamento
em Tempo Real ) foi concebido pelo Inpe como um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento.
É possível detectar apenas polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares por conta da resolução dos sensores espaciais (o Deter utiliza dados do sensor Modis do satélite Terra e do sensor WFI do satélite sino-brasileiro CBERS, com resolução espacial de 250 metros). Devido à cobertura de nuvens, nem todos os desmatamentos maiores que 25 hectares são identificados pelo sistema.
Contudo, a menor resolução dos sensores usados pelo Deter é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos. Todos os dados do Deter são públicos e podem ser consultados no site www.obt.inpe.br/deter