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Memória da Ciência e de Belém preservadas em imagens
31/08/2009 - 17:21

Um acervo fotográfico de extrema relevância para o registro social, histórico e científico, e um dos mais significativos da região Norte está sob a guarda do Museu Paraense Emílio Goeldi (Mpeg/MCT). Um projeto de longa duração vai disponibilizar o material em meio eletrônico. Ao incentivar a realização de pesquisas nas áreas de memória social, história da arte e história da ciência, o salvamento e ao disponibilizar ao público de parte da coleção fotográfica, o Museu Goeldi vai proporcionar também a divulgação  de imagens do século XIX e XX do MPEG e de alguns pontos da cidade de Belém.

Com o apoio da Fundação VIitae e do Bndes (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no ano de 2003, teve início no Museu Paraense Emílio Goeldi, um Programa para a preservação do Acervo Arquivístico do Museu. Dividido em várias etapas, em 2004 foi entregue o prédio que atualmente abriga as coleções arquivísticas, cujo nome é Arquivo Guilherme De La Penha, em homenagem ao matemático e físico paraense que dirigiu a instituição no período de 1985 a 1990, localizado na Coordenação de Informação e Documentação,  Campus de Pesquisa do Museu.

Uma outra etapa do Programa foi concluída agora em 2009 com a entrega do relatório final do Projeto “Preservação e Divulgação da Coleção Fotográfica do Museu Paraense Emílio Goeldi”, cujos objetivos principais foram a preservação, a organização e a divulgação de um conjunto de 1.420 negativos fotográficos que compõe o Arquivo do MPEG. Esses negativos, cujo resgate ajuda na preservação não só da memória do Mpeg, mas como do próprio desenvolvimento da ciência do estado do Pará, estão em suporte de vidro e remanescem do século XIX e início do XX.

Segundo Doralice Romero, Chefe da Coordenação de Informação e Documentação (CID), esses negativos foram encontrados nos anos 1970 numa espécie de sótão onde hoje funciona o Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira, no Parque Zoobotânico, e sempre houve o interesse de preservá-los, sobretudo em face da raridade do material, como alguns registros fotográficos feitos pelo fotógrafo suíço Ernst Lohse, contratado por Emílio Goeldi, diretor do então Museu Paraense de 1894 a 1907; além de fotos feitas pelo próprio Emílio Goeldi, que mostram as primeiras imagens de alguns ícones do Parque Zoobotânico –  da Rocinha, do Castelinho e do Aquário -, além de fotos da cidade de  Belém, como imagens  do Ver-O-Peso e da avenida Magalhães Barata.

Execução do Projeto

Financiado com recursos do Museu Goeldi/Ministério da Ciência e Tecnologia, do Programa da Caixa Econômica Federal de Adoção de Entidades Culturais e da Fundação Nacional de Artes (Funarte/MinC), além do apoio da Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia (Fidesa) e do Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA), esse projeto foi desenvolvido entre os anos de 2007 e 2009 vinculado à Coordenação de Informação e Documentação (CID) e coordenado pelo pesquisador Nelson Sanjad, da Coordenação de Comunicação e Extensão do Goeldi.

A primeira frente de atuação foi a montagem de um laboratório fotográfico e de uma sala de trabalho no Arquivo Guilherme de La Penha. Concluída essa etapa, deu-se o início ao processo de resgate dos negativos de vidro, que exigiam identificação, higienização e acondicionamento adequado. Para isso, contou-se com a consultoria de Sandra Baruki, especialista do Centro de Preservação e Conservação Fotográfica da Funarte.

Os passos seguintes foram a produção de cópias positivas das fotos a partir dos negativos originais e a produção de negativos de segunda geração (negativos em suporte flexível por meio de reprodução fotográfica das cópias positivas em papel) de todas as chapas de vidro. As cópias positivas, executadas por meio do processo fotoquímico, foram concluídas em outubro de 2007. Já os negativos de segunda geração, em face da maior complexidade e custo do processo, foram finalizados somente em junho deste ano.

Banco de dados

Outro objetivo do projeto era a geração de cópias digitalizadas das imagens, intui-se, com isso, a produção um banco de dados que permita a consulta de todo o material resgatado através do site do Museu. Esse banco de dados ainda não está finalizado, estando em fase de alimentação e testes, mas se prevê que até o fim do ano estará disponível. O projeto ainda contempla a publicação de um catálogo com as fotografias que compõe o acervo, também previsto para 2009.

O Arquivo Guilherme de La Penha

Ao longo de seus 142 anos de existência, o Museu Goeldi reuniu um vasto acervo constituído de documentos pertencentes ao Fundo MPEG, que abriga toda documentação corrente, intermediária e permanente produzida pela instituição no decorrer de suas atividades e funções, e também fundos de origem privada, que contêm os documentos doados ou custodiados por pessoas, famílias e instituições, que se dedicaram aos diversos campos do conhecimento científico na Amazônia ou de interesse institucional. Na Coleção Fotográfica estão reunidos cerca de 20.000 documentos fotográficos, onde destacam-se os 1.420 negativos preservados por meio desse projeto.

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