Crédito: Eduardo Gomes - Alunos do Pibic Jr apresentam trabalhos em seminário no Inpa
Alunos do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação Científica Jr (Pibic Jr) apresentaram na tarde desta quinta-feira (27) os resultados alcançados durante um ano de atividades no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT).
O programa, que conta com incentivos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), tem por objetivo introduzir os estudantes do ensino fundamental e médio nos primeiros passos da carreira de iniciação científica.
O programa conta este ano com 45 bolsistas da rede pública de ensino, com idades entre 16 e 18 anos. Os alunos passam em média oito horas por semana no Inpa, e recebem uma bolsa-auxílio no valor de R$ 100 para custear o transporte.
“Esta é uma oportunidade dos alunos da rede pública de ensino entrarem em contato com a pesquisa, com os laboratório e, sobretudo, com os pesquisadores, o que contribui para o engrandecimento acadêmico deles”, ressalta a coordenadora do programa, Irlene Arce.
Projetos
Entre os projetos desenvolvidos pelos jovens cientistas esteve o intitulado “Densidade Básica de seis espécies de madeiras comercializadas no município de Itacoatiara – Amazonas”, desenvolvido por quatro alunas da Escola Estadual Angelo Ramazzotti e orientado pela pesquisadora do Inpa, Claudete Catanhede.
Para a pesquisadora, o projeto pode contribuir para a formação acadêmica e científica dos estudantes. “Como estudantes do ensino fundamental e médio, eles acabam não tendo a exata noção do que é a pesquisa científica, ou mesmo de como dar seguimento na carreira universitária. Nesse sentido, o Pibic pode dar sua contribuição”, destaca.
Para as estudantes autoras do projeto, finalistas do terceiro ano do Ensino Médio, o Pibic Jr é uma oportunidade de “crescimento do conhecimento” e de ingresso na carreira acadêmica.
“Todas nós pretendemos cursar Ciências Biológicas, e essa foi uma oportunidade de nos familiarizarmos com a produção científica”, afirma Caroline Campos, de 16 anos, referindo-se às parceiras de projeto Joyce Campos, Priscilla Rosas e Rafaela da Silva.