O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) realizou na quinta-feira (30) uma reunião entre pesquisadores e entidades envolvidas com a questão madeireira no Amazonas para discutir as próximas etapas do projeto Madeiras da Amazônia.
O projeto é uma das atividades de pesquisa que foram recentemente aprovadas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) no âmbito do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs).
De acordo com o responsável pela Coordenação de Pesquisas de Políticas Públicas Florestais (CPPF) do Inpa, Basílio Vianez, o objetivo do projeto é potencializar o manejo dos recursos florestais naturais e criar mecanismos no sentido de diminuir o desperdício na indústria madeireira e melhorar o uso deste recurso para ajudar na queda dos índices de desmatamento.
Segundo ele, o projeto contou com a participação de vários setores envolvidos para subsidiar sua elaboração. “Na hora de mandar o projeto para aprovação, uma das coisas que nós fizemos foi pedir apoio do setor produtivo, que são os moveleiros e os marceneiros, além de todas as instituições que trabalham com o processamento da madeira”, afirma o pesquisador.
Após a aprovação, ocorrida há seis meses, segundo Vianez, a próxima etapa será a detecção de problemas. “Agora que o projeto já foi aprovado nós estamos chamando os representantes do setor produtivo para ajudar a detectar quais são os problemas que eles estão enfrentando no ponto de vista de treinamento e de melhoria da produção”, explica.
Participantes
O encontro contou com a participação de representantes de sindicatos – dos marceneiros e dos madeireiros –, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam).
Para a representante da Fieam, Marisa Vasquez, o projeto representa uma oportunidade de formar uma parceria dos moveleiros junto ao Instituto. “Nossa intenção é de realmente movimentar uma situação que está paralisada por falta de políticas públicas adaptadas às novas circunstâncias”, ressalta.
Vasquez também ressaltou a importância de se convencer os empresários que é possível trabalhar de forma legal com a madeira. “A idéia que se tem hoje é que desmatar é crime, porque a mídia incute essa idéia” destaca.