Crédito - Gustavo Tilio - Luis Gylvan Meira participou da conferência Tecnologias para o Sequestro de Carbono
As opções tecnológicas existentes hoje para sequestrar gás carbônico (CO²) da atmosfera, como forma de mitigar o aquecimento global, ainda não estão totalmente desenvolvidas e têm custos ainda bastante elevados. A afirmação foi feita hoje (15) pelo engenheiro eletrônico Luis Gylvan Meira Filho na conferência “Tecnologias para o Sequestro de Carbono”, que integra a programação da 61ª Reunião da SBPC, em Manaus.
Ex-presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCT) e um dos representantes brasileiros no Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), Gylvan Filho disse que o florestamento e o reflorestamento de grandes áreas como forma de sequestrar gás carbônico e consequentemente amenizar o aquecimento global, um dos tópicos responsáveis pelas mudanças climáticas, são das opções mais interessantes. “Mas só essas opções não são suficientes, até porque as alterações climáticas se reproduzem de forma lenta”.
Gylvan Filho disse que o último relatório do IPCC sobre mudanças climáticas divulgado em 2007 mostrou que as alterações climáticas “são uma realidade inequívoca” e que os governos não podem mais postergar um consenso sobre a emissão dos gases de efeito estufa. O entendimento hoje é que as emissões não podem ultrapassar 2% dos índices registrados em 1990.
De acordo com o especialista, hoje uma das tecnologias mais estudadas para limitar a emissão de CO² é a fertilização dos oceanos com sais de ferro. Isso porque os oceanos são sorvedouros do gás que permanece por muitos anos nas camadas mais profundas. “Além disso, uma grande parte do gás absorvido pelos oceanos se transforma em produtos bicarbonatados, o que é benéfico para espécies marinhas”, informou Gylvan.