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Projeto paisagístico para o Parque Zoobotânico do Museu Goeldi
13/07/2009 - 15:53
Um novo projeto paisagístico para o Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi (Mpeg/MCT) a partir conceito de Bioparque. Com a diminuição de barreiras visuais entre os visitantes e os animais, a proposta prevê a busca por uma contínua integração que valorize e proporcione espaço para as interrelações entre os seres vivos, com espaços maiores para os animais em seu contato com a vegetação. A percepção integrada dos ambientes amazônicos é o que resultará do projeto.

Na ação de revitalização da área verde do Museu Goeldi haverá não só a valorização da fauna e da flora do Parque, mas a dos prédios e monumentos históricos. O projeto não é de todo novo, pois utilizou dados de pesquisa e pré-projetos que foram realizados antes dele, como o Plano de Manejo do Parque Zoobotânico de 2002, relatórios e estudos diversos de consultores realizados entre 1993 e 2005, além de pesquisa de público realizada pelo Datafolha em 1996 e em 2007 pelo Instituto de Estudos Superiores da Amazônia (Iesam).

“Já havia sido feito um projeto utilizando os conceitos de Bioparque para ser aplicado no Parque Zoobotânco (PZB), e, nesse Programa de Revitalização do Parque nós demos prosseguimento ao mesmo”, afirma Sanjad, coordenador do Programa de Revitalização. Ele diz ainda que o projeto “agrega um conjunto de informações que vem sendo discutidas e formuladas há três anos. Ele é a base para todas as intervenções futuras no Parque Zoobotânico”. O coordenador ainda ressalta a importância de estudos sobre o PZB que nunca haviam sido realizados como a topografia do Parque e o cálculo sobre a capacidade de pessoas que o local comporta.

Já para Fernando Chacel, paisagista contratado pelo Museu, a maior importância do Parque Zoobotânico é “ser um mostruário da Biota amazônica dentro do tecido urbano. É o fio condutor de cultura além de ser memória viva da Amazônia dentro da Amazônia”. Além disso, o paisagista lembra da relevância do Parque como banco genético, função essa que será mais visível no viveiro de plantas que será construído dentro do âmbito do Serviço do Parque Zoobotânico (SPZ). 

O Projeto de Paisagismo dividiu o Parque Zoobotânico em cinco setores: o das atividades educacionais, o da unidade zoobotânica, o núcleo histórico ou quadrante da memória, o das atividades socializantes e o dos serviços de apoio. O Projeto também estabeleceu as relações entre cada setor, melhorando as vias de circulação de público e de serviço, definindo o uso de toda a área, locando trilhas, recintos para animais, canteiros de plantas, praças de convivência, entre outros.

Apoio e lançamento - A Revitalização do Parque Zoobotânico do Museu Goeldi tem o apoio do BNDES, Vale, Banco da Amazônia, Mineração Rio do Norte, Petrobras, Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério do Turismo, Ministério da Justiça, Ministério da Cultura, Paratur e IPHAN.

O lançamento ocorreu no final do mês de junho e contou com a presença da Diretora do Museu, Ima Vieira; do Coordenador do Programa de Revitalização do Parque Zoobotânico, Nelson Sanjad; e do paisagista Fernando Chacel. A sessão contou com apresentação da pianista Eliana Cutrim que ao piano executou peças de autoria de Waldemar Henrique, “que soube cantar como ninguém as nossas lendas”.

Parque Zoobotânico do Museu Goeldi

Fundado em 1895 encontra-se no centro urbano de Belém, com uma área de 5,2 hectares. Reconhecido e certificado como jardim botânico desde agosto de 2000, recebe mais de 250 mil visitantes por ano, sendo destes 40 mil estudantes. Possui cerca de duas mil espécies vegetais e mil representantes de animais amazônicos. O Parque Zoobotânico concentra também as atividades educativas do Museu Goeldi e é onde estão instalados a Diretoria do Museu Goeldi, as Coordenações de Pesquisa e Pós-Graduação, Comunicação e Extensão, Administração, Museologia, Assessoria de Comunicação Social e Editora.
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